Há 25 anos atrás surgia o primeiro Bad Boys, que trazia Will Smith e Martin Lawrence e apresentava a estreia de Michael Bay na direção de um filme. Como todos nós sabemos, veio a continuação com o trio, e hoje, em um intervalo de 17 anos do segundo longa para o terceiro e atual projeto, a marca Bad Boys finalmente dá um novo passo. Logico, trazendo os protagonistas de volta, mas dessa vez, sua direção conta com a dupla de cineasta Adil El Arbi e Bilall Fallah vindo da Bélgica para continuar a uma franquia de Bay e até mesmo melhorá-la.

Em “Bad Boys Para Sempre“, os policiais Mike Lowery (Will Smith) e Marcus Burnett (Martin Lawrence) se juntam para derrubar o líder de um cartel de drogas em Miami. A recém-criada equipe de elite do departamento de polícia de Miami comandada por Rita (Paola Nuñez) e composta por Kelly (Vanessa Hudgens), Dorn (Alexander Ludwig), Rafe (Chales Melton), ao lado de Mike e Marcus, enfrenta o implacável Armando Armas (Jacob Scipio).

A projeção se inicia com uma possível perseguição de carros, onde Mike e Marcus estão a bordo de um Porsche. O que aparentava ser uma busca por criminosos, acaba sendo apenas a pressa de ambos para chegar ao hospital para conhecer o neto de Marcus, que possui seu próprio nome. Só nos primeiros minutos fica perceptível que a boa química da dupla atores/personagens vinda dos filmes antecessores continua. E bem, parte do filme é isso, o clima de tensão sempre é interrompido por um momento de descontração.

Após alguns minutos de piadas e re-introduções o enredo se revela: Lowry acaba sendo baleado pelo filho e viúva de um chefe de uma quadrilha na qual ele trabalhou no passado. Evidentemente ele fica entre a vida e a morte e o quase já aposentado Burnett reza pela sobrevivência do seu amigo e jura: “Se você apenas poupá-lo, prometo que não colocarei mais violência neste mundo”. Porém, todo esse drama é cortado por uma cena que simula um velório, mas é apenas o casamento da filha de Marcus. Mais uma vez o clímax é cortado com uma piada, agora vinda da edição, mas aqui é aceitável, porque seria audacioso matar um dos protagonistas com 15min de projeção.

Sabendo de toda a interação de Marcus e Mike, na primeira oportunidade que o roteiro tem, ele separa os dois, criando um conflito bobo para saber se o recém-aposentado Marcus irá ajudar seu parceiro a caçar seu suposto assassino. Você ainda tem dúvidas se ele vai? nesse momento, conseguimos notar o reflexo perfeito do que foi a carreira de Smith e Lawrence desses 17 anos para cá e tudo isso fica perceptível também através da edição. Enquanto um se prepara para a ação, outro curte a vida após anos de trabalho. Lógico que Lawrence teve seus trabalhos como ator, mas nada tão evidente como Smith.

O que Adil El Arbi e Bilall Fallah fazem em “Bad Boys Para Sempre” em relação aos dois primeiros projetos dirigido por Michael Bay é oferecer uma continuação honrosa para a franquia. Esteticamente existe uma semelhança nas três projeções, em termos de piadas, aqui ecoa mais engraçado e acaba dando continuidade em algumas, como a teimosia de Marcus com o uso de óculos e o cavanhaque de Mike. Ah..a piada do genro também está presente e segue sendo engraçada. Mas a dupla de belgas realmente consegue entregar em todos os quesitos, tanto na ação (a cena noturna na perseguição de carros é uma prova) e eu acho que já falei bastante o quanto o filme é divertido.

Claro, outra coisa que volta é o tema original cantado por Inner Circle. Mas a principio eles evitam tocar a canção logo de cara e brincam com ela. Quando ela vai se iniciando, algo acontece e a interrompe. Cheguei imaginar que estavam guardando ela para um momento épico, mas não, a canção acabou sendo tocada em uma simples transição de cena, dando motivo nenhum para todo o suspense criado em torno da música.

Mesmo que em algum momento o personagem de Smith diga “Eu preciso disso. Bad Boys, uma última vez”, o terminar dessa história não aparenta ter sido a última vez dessa franquia, pode demorar mais 17 anos, “Bad Boys Para Sempre” finaliza dando a entender que exista possivelmente um quarto projeto. Ao todo, esse terceiro longa-metragem vem para agradar fãs e ser mais um filme convencional e esquecível conforme novas projeções vão surgindo. 

Publicado por Marcus Barreto

Jornalista de bem com a vida, fã de esportes e cinema.