Conheça os vencedores da 62ª edição do Grammy Awards

Na noite deste domingo, 26, aconteceu a 62ª edição do Grammy Awards, a maior e a mais aguardada premiação da indústria fonográfica. Contando com performances de Ariana Grande, Lizzo, BTS, HER, Rosalía, dentre outros, a cerimônia escalou mais de 40 artistas para um grande mix de apresentações até então inéditas.

O evento consagrou Billie Eilish nas principais categoria da noite! A cantora levou para casa os prêmios de “Melhor Álbum” e “Gravação do Ano” por seu trabalho em “We All Fall Asleep, Where Do We Go?“. 


Confira a lista com os principais vencedores:

Música do Ano

Always Remember Us This Way – Lady Gaga

Bad Guy – Billie Eilish

Bring My Flowers Now – Tanya Tucker

Hard Place – H.E.R

Lover – Taylor Swift

Norman F***ing Rockwell – Lana Del Rey

Someone You Loved – Lewis Capaldi

Truth Hurts – Lizzo


Álbum do Ano

i,i – Bon Iver

Norman F***ing Rockwell – Lana Del Rey

When We All Fall Asleep, Where Do We Go – Billie Eilish

Thank U, Next – Ariana Grande

I Used To Know Her – H.E.R

7 – Lil Nas X

Cuz I Love You – Lizzo

Father Of The Bride – Vampire Weekend


Gravação do Ano

Hey, Ma – Bon Iver

Bad Guy – Billie Eilish

7 Rings – Ariana Grande

Hard Place – H.E.R.

Talk – Khalid

Old Town Road – Lil Nas X & Billy Ray Cyrus

Truth Hurts – Lizzo

Sunflower – Post Malone & Swae Lee


Artista Revelação

Billie Eilish

Lizzo

Rosalía

Lil Nas X

Black Pumas

Maggie Rogers

Tank and Da Bangas

Yola


Melhor Clipe do Ano

We´ve Got To Try – The Chemical Brothers

This Land – Gary Clark Jr.

Cellophane – FKA twigs

Old Town Road – Lil Nas X & Billy Ray Cyrus

Glad He´s Gone – Tove Lo


Melhor Música R&B

Could’ve Been – H.E.R. Ft. Bryson Tiller

Look At Me Now – Emily King

No Guidance – Chris Brown Ft. Drake

Roll Some Mo – Lucky Daye

Say So – Pj Morton Ft. Jojo

 

Para conferir a lista completa clique aqui!

“Um Espião Animal” diverte seu público com simplicidade

Se fossemos descrever em uma frase o novo filme da Blue Sky Studios, “Um Espião Animal“, dirigido pela dupla estreante Troy Quane e Nick Bruno seria simples: Uma animação que conta a história do melhor espião do mundo que se transforma em pombo e que agora deve salvar o mundo como um pássaro. Simples, não é mesmo? Sinda mais para um estúdio que produziu uma franquia sólida como “A Era do Gelo“. Apesar da descrição rápida, esse novo projeto do estúdio possui suas virtudes e pode ser bem aproveitada pelo seu público-alvo.

O superespião Lance Sterling (Will Smith) e o cientista Walter Beckett (Tom Holland) são completamente opostos. Quando algo inusitado acontece, Walter e Lance precisam confiar um no outro de um jeito completamente diferente. Em sua próxima missão, Sterling precisará da assistência do jovem cientista, que desenvolveu uma maneira do espião se aproximar de seu alvo sem ser percebido, assumindo o corpo de um pombo. Como pássaro, Sterling pode falar e ainda possui todo o seu conhecimento e mais! Adquirindo todos os benefícios que um pombo tem, como voar e uma visão de 360 graus.

Um Espião Animal” inicia de forma bem básica, apresentando os dois personagens, Walter Beckett na infância como um garoto super inteligente criando dispositivos de defesa para sua mãe que é policial e Lance Sterling,  mandando a ver em uma missão no Japão. Depois disso, os créditos iniciais surgem emulando uma abertura icônica como se fosse qualquer outro filme da franquia 007. Algo que nos deixa bem esperançosos para os próximos minutos que estão por vim. 

Falando em James Bond, talvez Will Smith nunca terá a chance de interpretar esse papel, mas aqui ele desempenha sua melhor versão de Bond, ainda mais oferecendo suas características físicas a animação. Impossível olhar para Sterling e dizer que ele não se parece com o astro do cinema. Já Holland dá vida ao que seria um Peter Parker sem poderes de aranha e se focando apenas na ciência. Porém, tudo isso é ofuscado na versão dublada de “Um Espião Animal“.

Um dos pontos mais decepcionante do filme talvez seja a dublagem por parte do personagem principal, não por Lázaro Ramos desempenhar um mal trabalho, mas sim por estarmos acostumados com nomes de dubladores como Marcio Simões, Manolo Rey e Marco Ribeiro tomarem conta das vozes de alguns personagens feito por Will Smith. Porém, parece que Ramos está querendo entrar nesse ramo da dublagem, já que recentemente ele ficou encarregado de oferecer sua voz ao personagem-título de “O Grinch“, e óbvio, também houveram críticas do público como nesse longa-metragem.

Troy Quane e Nick Bruno oferecem uma direção genérica. “Um Espião Animal” caminha na mesmice de trazer um drama familiar vindo do passado, sinaliza que todo inteligente é esquisito e que o protagonista do longa é egoísta ao ponto de recusar trabalho em equipe. Porém, no decorrer da trama, o roteiro de Brad Copeland consegue reverter tudo isso. Sterling consegue criar uma química entre ele e Beckett e finalmente entrega ao cientista uma amizade verdadeira. Algo peculiar são as armas que Beckett desenvolve. Elas são eficazes, mas nada violentas. Isso soa bastante critico em tempos que armas de fogo são discutidas em relação a salvar vidas ou matar vidas.

A motivação do vilão,  Tristan McFord (com a voz de Ben Mendelsohn na versão original) não pode ser considerada como motivação, já que quando ele revela o motivo de todo o mal que está criando seja por conta de uma missão do passado que o protagonista  participou e resultou na perda dos parceiros de McFord. Não existe uma cena que concretize essa tal missão, ela fica apenas na citação, no entanto, a motivação do vilão não traz importância nenhuma, já que não sabemos bem o que aconteceu. Para o espectador, toda a maldade do antagonista se resume ao simples fato dele ser uma má pessoa.

Um Espião Animal” está bem longe de ser um animação marcante e que crie uma leva de fãs. Ela tem uma boa gama de piadas, boas cenas de ação e personagens carismáticos, mas dificilmente alguma criança trate o longa-metragem de Troy Quane e Nick Bruno como algo que marque sua infância. Sem dúvidas, os 102 minutos vão divertir os pequenos, mas após isso, eles já vão estar preparados para uma e qualquer próxima animação.


The Weeknd lança clipe para “Blinding Lights”

O cantor The Weeknd compartilhou nesta terça-feira, 21, o aguardado videoclipe para o single “Blinding Lights“. Dirigido por Anton Tammi, que também dirigiu o vídeo para “Heartless“, o clipe começa exatamente de onde o outro parou. Na narrativa acompanhamos Abel dirigindo rapidamente pela cidade. 

O mais recente álbum completo lançado por The Weeknd foi “Starboy“, de 2016. Em 2018 ele compartilhou um projeto com seis músicas, intitulado “My Dear Melancholy“.


Real Estate anuncia novo disco “The Main Thing” e compartilha novo single: “Paper Cup”

A banda Real Estate anunciou nesta quarta-feira, 15, seu quinto álbum de estúdio “The Main Thing“, com data de lançamento programado para o dia 28 de fevereiro, via Domino. Junto do anuncio, “Paper Cup“, primeiro single do novo álbum, foi lançada. A canção chega com um videoclipe estrelado por uma espécie gigante de esquilo que toca guitarra e parece estar vivendo os piores momentos da sua vida como astro do rock.

O novo projeto é o primeiro registro cheio do Real Estate desde “In Mind“, lançado em 2017. No final deste mesmo ano, a banda revelou que o guitarrista Matt Mondanile foi demitido do Real Estate em 2016 por causa de seus supostos maus-tratos a mulheres. Com sua saída, o músico Julian Lynch foi convocado para assumir a posição.



Capa + Tracklist

01. Friday
02. Paper Cup (ft. Sylvan Esso)
03. Gone
04. You
05. November
06. Falling Down
07. Also a But
08. The Main Thing
09. Shallow Sun
10. Sting
11. Silent World
12. Procession
13. Brother

Com protagonismo de Wagner Moura, Netflix divulga o primeiro trailer de “Sergio”

Sergio“, dirigido por Greg Barker, teve seu primeiro trailer divulgado nessa quarta-feira (15), pela Netflix. O longa-metragem é uma produção original do serviço de streaming e conta com Wagner Moura e Ana de Armas em seu elenco. Além disso, “Sergio” se encontra presente no line-up do Festival de Sundance 2020. O filme estará disponível em 17 de abril e em alguns cinemas selecionados. Inspirado em uma história real, o drama foca em um homem levado aos seus limites físico e mental enquanto é forçado a confrontar suas próprias escolhas sobre ambição, família e sua capacidade de amar. 

Aqui está a sinopse oficial: Carismático e complexo, Sergio Vieira de Mello (Wagner Moura) dedicou a maior parte de sua carreira como diplomata da ONU trabalhando nas regiões mais instáveis do mundo, negociando habilmente com presidentes, revolucionários e criminosos de guerra para proteger a vida de pessoas comuns. Mas, assim como ele se prepara para uma vida simples com a mulher que ama (Ana de Armas), Sergio assume uma última missão – em Bagdá, recém-mergulhada no caos após a invasão americana. A missão era para ser breve, até que a explosão de uma bomba faz com que as paredes da sede da ONU caiam literalmente sobre ele, desencadeando uma emocionante luta entre vida e morte.


Assista ao trailer!

 

Dirigido por Oz Perkins, “Maria e João: O Conto das Bruxas” é aposta do terror para 2020

A Imagem Filmes divulgou nessa quarta-feira (15), o trailer de ” Maria e João: O Conto das Bruxas“, de Oz Perkins. Protagonizado por Sophia Lillis (‘It: A Coisa’), o longa chega aos cinemas nacionais em 20 de fevereiro, explorando a aterrorizante origem do clássico conto de João e Maria. O terror, que conta ainda com Alice Krige (‘Star Trek’) e Charles Babalola (‘Black Mirror’) no elenco, acaba de ter seu trailer oficial nacional divulgado

Aqui está a sinopse oficial: Desta vez, as migalhas nos guiarão por um caminho muito mais sombrio e perturbador. Durante um período de escassez, Maria (Sophia Lillis) e seu irmão mais novo, João (Sammy Leakey), saem de casa e partem para a floresta em busca de comida e sobrevivência. É quando encontram uma senhora (Alice Krige), cujas intenções podem não ser tão inocentes quanto parecem, que eles descobrem que nem todo conto de fadas tem final feliz. 


Assista ao trailer!

 

Alicia Keys lança nova música “Underdog” com clipe

A cantora Alicia Keys lançou na última semana, seu mais novo single, intitulado “Underdog“. A nova música, quê também ganhou um videoclipe dirigido por Wendy Morgan, tem composição de Keys em parceria com Ed Sheeran. A música estreou pela primeira vez na programação de rádio do iHeartRadio e está disponível em todas as plataformas digitais.

Algumas pessoas podem pensar na palavra underdog como uma palavra negativa, mas eu vejo isso como uma palavra poderosa representando pessoas que podem ser subestimadas e ainda assim enfrentam o desafio e superam as expectativas“, disse Alicia. “Eu adoro essa música pois ela fala sobre vida real, pessoas reais e nossas experiências. Em nossas vidas, todos já passamos por situações difíceis que tivemos que nos superar. Nunca é fácil. Um dos meus trechos favoritas na música é: ‘They say I would never make it but I was built to break the mold (Disseram que eu nunca conseguiria, mas eu nasci para quebrar as barreiras)’. Eu acredito que não haja uma única pessoa no planeta que nunca tenha se sentido assim“.

“Underdog” é o mais recente lançamento pertencente a “ALICIA“, sétimo álbum de estúdio da cantora, programado para o primeiro semestre desse ano. As músicas lançadas anteriormente incluem “Time Machine“, uma odisseia futurística inspirada no funk que celebra a libertação que vem com “deixar para trás” e o primeiro single sensual e vibrante “Show Me Love“, um dueto com a estrela e vencedor do Grammy na categoria R&B, Miguel, além de reflexões sobre as muitas maneiras que mostramos amor uns aos outros.


Conheça todos os indicados ao Oscar 2020

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta segunda-feria (13), em Los Angeles, os indicados a 92.ª edição do Oscar. A cerimônia que celebra os melhores do cinema acontece no dia 9 de fevereiro no Teatro Dolby. Como de costume, o canal televisivo TNT estará encarregado de transmitir o prêmio.

Sem muitas novidades,  “O Irlandês“, de Martin Scorsese, “Parasita“, de Bong Joon-ho e “Era uma Vez em… Hollywood“, de Quentin Tarantino estão entre os indicados. Joaquin Phoenix também marca presença na lista sendo o favorito para ganhar como Melhor Ator devido ao seu desempenho em “Coringa“, de Todd Phillips. Com maior número de indicações, “Coringa” teve ao todo 11, seguido por “O Irlandês” e “Era uma vez em… Hollywood“, com 10. O documentário “Democracia em Vertigem” da diretora brasileira Petra Costa é o representante do Brasil nessa edição.

Conheça todos os indicados abaixo!


Melhor Filme

“1917” 
“Coringa” 
“O Irlandês” 
“Era uma Vez em… Hollywood” 
“Ford vs Ferrari”
“JoJo Rabbit”
“Adoráveis Mulheres”
“História de um Casamento”
“Parasita”


Melhor Direção

Sam Mendes, por “1917”
Martin Scorsese, por “O Irlandês”
Quentin Tarantino, por ” “Era uma Vez em… Hollywood”
Bong Joon Ho, por “Parasita”


Melhor Atriz

Cythia Erivo – “Harriet”
Scarlett Johansson – “História de um Casamento”
Saoirse Ronan – “Adoráveis Mulheres”
Charlize Theron – “O Escândalo”
Renée Zellweger – “Judy: Muito Além do Arco-Íris”



Melhor Ator

Joaquin Phoenix – “Coringa”
Antonio Banderas – “Dor e Glória”
Leoardo DiCaprio – “Era Uma Vez em… Hollywood”
Adam Driver – “História de um Casamento”
Jonathan Price – “Dois Papas”



Melhor Roteiro Original

“Entre Facas e Segredos”
“História de um Casamento”
“1917”
“Era Uma Vez em… Hollywood”
“Parasita”



Melhor Roteiro Adaptado

O Irlandês
JoJo Rabbit
Coringa
Adoráveis Mulheres
Dois Papas


Melhor Animação

“Como Treinar Seu Dragão 3”
“Toy Story 4” 
“Link Perdido” 
“Perdi Meu Corpo” 
“Klaus” 



Melhor Canção Original

Toy Story 4 – “I Can’t Let You Throw Yourself Away
Rocketman – “(I’m Gonna) Love Me Again
Superação: O Milagre da Fé – “I’m Standing With You
Frozen II – “Into The Unknown
Harriet – “Stand Up


Melhor Documentário

“American Factory”
“Learning to Skateboard In a Warzone (If You’re A Girl)”
“The Cave”
“Democracia em Vertigem”
“For Sama”
“Honeyland”



Melhor Documentário de Curta-metragrem

“In The Absense”
“Life Overtakes Me”
“St. Louis Superman”
“Walk Run Cha-Cha”


Melhor Curta-metragem 

“Brotherhood”
“Nefta football club”
“The neighbors’ window”
“Saria”
“A sister”



Melhor Filme Estrangeiro

“Corpus Christi”
“Honeyland”
“Os Miseráveis”
“Dor e Glória”
“Parasita”



Melhor Ator Coadjuvante

Tom Hanks – “Um Lindo Dia na Vizinhança”
Anthony Hopkins – “Dois Papas”
Al Pacino – “O Irlandês”
Joe Pesci – “O Irlandês”
Brad Pitt – “Era Uma Vez em… Hollywood”



Melhor Atriz Coadjuvante

Kathy Bathes – “Richard Jewell”
Laura Dern – “História de Um Casamento”
Scarlett Johansson – “JoJo Rabbit”
Florence Pugh – “Adoráveis Mulheres”
Margot Robbie – “O Escândalo”



Melhor Cabelo e Maquiagem

“O Escândalo”
“Coringa”
“Judy”
“Malévola – Dona do Mal”
“1917”



Melhor Montagem

“Ford vs Ferrari”
“O Irlandês”
“JoJo Rabbit”
“Coringa”
“Parasita”



Melhor Efeitos Visuais

“1917”
“Vingadores: O Ultimato”
“O Irlandês”
“O Rei Leão”
“Star Wars: A Ascensão Skywalker”



Melhor Trilha Sonora

“Coringa”
“Adoráveis Mulheres”
“História de um Casamento”
“1917”
“Star Wars: A Ascensão Skywalker”



Melhor Curta de Animação

“DCERA (Daughter)”
“Hair Love”
“Kitbull”
“Memorable”
“Sister”



Melhor Mixagem de Som

“Ad Astra”
“Ford Vs Ferrari”
“Coringa”
“1917”
“Era uma Vez em… Hollywood”



Melhor Edição de Som

“Ford vs Ferrari”
“Coringa”
“1917”
“Era uma Vez em… Hollywood”
“Star Wars: A Ascensão Skywalker”



Melhor Figurino

“O Irlandês”
“JoJo Rabbit”
“Coringa”
“Adoráveis Mulheres”
“Era Uma Vez em… Hollywood”



Melhor Fotografia

“O Irlandês”
“Coringa”
“O Farol”
“1917”


Melhor Design de Produção

“O Irlandês”
“JoJo Rabbit”
“Coringa”
“Adoráveis Mulheres”
“Era um Vez em… Hollywood”

“Ameaça Profunda” de William Eubank oferece tensão e suspense em nova trama

Projetos engavetados sempre podem ser considerados como um ponto de interrogação imenso. Existem filmes que estão na geladeira que temos a curiosidade de assistir e tem outros que nem deveriam sair de lá, mas acabam saindo sem entendermos o motivo. “Ameaça Profunda“, dirigido por William Eubank está no meio termo. O filme se libertou e veio a público com Kristen Stewart como protagonista, no momento em que a atriz vive uma das melhores fases de sua carreira. 

Depois que um terremoto destrói a estação subaquática, seis pesquisadores precisam se deslocar três quilômetros ao longo das profundezas do fundo do oceano para garantir sua segurança. A equipe é composta por Norah Price (Stewart), o capitão (Vincent Cassel), Paul (T.J. Miller), um casal vivido por Jessica Henwick e John Gallagher Jr. e Rodrigo (Mamoudou Athie). 

O diretor não economiza quando o assunto é criar tensão. Nos minutos iniciais de sua película, vemos Norah tendo um momento reflexivo através de uma narração enquanto escova os dentes. Logo em seguida, tudo desmorona em sua cabeça. A principio tudo explodindo na tela  logo no começo do filme pode causar estranheza, mas vejo como uma boa alternativa para se iniciar uma catástrofe.  Nunca sabemos quando algo do tipo vai acontecer, e ele apenas acontece. Com isso, algo que Eubank nos poupa é a apresentação de personagem. As características e as personalidades deles vamos descobrindo no desenrolar da projeção, mas a motivação de todos é única, sobreviver. 

Até um determinado momento, “Ameaça Profunda” pode ser considerado como um projeto ambicioso e interessante.  Enquanto o filme está em um ambiente interno, ele é bem filmado, tendo movimentos de câmera bem estilosos no qual cortes são evitados, mas em determinado momento, sua edição o danifica, parecendo que a trama dá um pequeno salto no tempo, onde dá a sensação que as cenas foram avançadas por um controle remoto. Sua trama se manteria em alto nível se ela continuasse com sua primeira proposta, que era fazer o  grupo conseguir sair dos escombros da base até uma superfície segura. Toda essa luta de sobrevivência é bem implementada, vemos os personagens passando por lugares apertados e mergulhando em encanações e tudo isso é filmado de maneira que cause uma reação claustrofóbica em quem está assistindo. 

Ameaça Profunda” começa perder forças narrativa quando Norah e o restante dos pesquisadores colocam o plano de sobrevivência em ação. Para isso, é preciso que eles caminhem pelas águas profundas. Isso faz com que o filme enfraqueça. Na locomoção, eles acabam descobrindo uma nova espécie marinha, no qual não é nada inofensiva e identificável, já que a fotografia escura de Bojan Bazelli não permite enxergarmos nada do que está acontecendo. É nesse aspecto que o filme tenta se assemelhar aos longas “O Enigma do Horizonte“, “DeepStar Six” e até mesmo  a franquia “Alien“, mas não chega nem perto do que essas obras representam. 

Falando em Alien, uma das principais razões para ver “Ameaça Profunda” é Stewart fazendo um papel semelhante e com muitas referências a personagem de Ellen Ripley. Exemplo disso, seria a cena de roupa intima similar com a de Sigourney Weaver, em o “Oitavo Passageiro“. Acompanhado disso, temos Cassel sendo brilhante como de costume e T.J. Miller fazendo o seu mesmo trabalho de forçar piadas em momentos para quebrar o suspense. 

Definitivamente, o filme de William Eubank consegue oferecer uma parcela de tensão com a metade dos seus 95 minutos, no entanto, ele acaba sendo um longa-metragem no qual o espectador vá ter interesse de assistir uma única vez e nunca mais querer revisitar, para um começo de ano sem muitas opções de blockbusters em cartaz, “Ameaça Profunda” se credencia como uma boa alternativa por ter uma trama misteriosa partindo do gênero de horror.


Greta Gerwig renova brilhantemente o clássico “Adoráveis Mulheres”

Se tratando de títulos considerados clássicos, sou tradicionalista em dizer que obras que carregam essas responsabilidades são intocáveis. Suas versões originais devem caminhar durante épocas para que todas as gerações entendam o porquê  de determinada obra carregar essa honraria de clássico. No entanto, “Adoráveis Mulheres” é considerado importante na literatura americana, e lógico que os cineastas não iriam perder tempo de adaptar o romance escrito por Louisa May Alcott. Depois de assistir a versão idealizada por Greta Gerwig, devo dizer que qualquer clássico pode ganhar um releitura, desde de que bem dirigido.

A versão mais recente de “Adoráveis Mulheres” não descaracteriza o que a obra literária propõe. Com personagens marcantes somado com um elenco de peso, temos a doméstica Meg (Emma Watson); a independente escritora Jo (Saoirse Ronan); a apaixonada por música Beth (Eliza Scanlen) e a ambiciosa Amy (Florence Pugh). As quatro irmãs e protagonistas, transmitem as dificuldades e as lutas que todas mulheres compartilham durante o dia a dia. Todas possuem seus sonhos, tem medo de viver, porém, não deixam de batalhar. Elas são criadas por sua mãe Marmee (Laura Dern) e o pai capelão que se encontra na guerra (Bob Odenkirk).

Entre as quatro irmãs, Jo é a que transborda o sentimento de liberdade que toda mulher deseja ter. Ela quer ser autônoma, enquanto suas irmãs passam por diferentes caminhos. Meg sonha se casar e ter uma família, Beth pode ser considerada a mais inofensível e ingênua de todas, e Amy.. bem, Amy é uma incógnita. Os homens também estão presentes. O professor John Brooke (James Norton), o vizinho rico, Sr. Laurence (Chris Cooper), e seu neto Thetodore Laurence (Timothée Chalamet), que tem interesse por Jo.

Devo dizer que cada característica das personagens, são entregues divinamente bem. Pugh consegue fazer um Amy que cria intrigas hilárias. Watson, mesmo sendo jovem consegue transmitir o semblante de uma irmã mais velha. Já Scanlen, tem uma personagem sem tantas exigências, no qual as vezes passa desapercebida em alguns momentos, mas se tratando da timidez de Beth, isso pode ser considerado algo bom na atuação da jovem atriz. Gerwig nos fez o favor de juntar as duas estrelas do seu primeiro longa, “Lady Bird“. Chalamet consegue fazer que seu personagem seja atraente, atrapalhado e por determinadas vezes, tolo. Já Ronan, bem ela é a melhor coisa que tem na projeção. “O longa é dela”, e ela transparece todas as emoções que sua personagem possui, sendo assim uma verdadeira inspiração.

O única ponto que pode ser dito da trama, é de que Jo é a representação ideal para toda mulher que almeja a independência. Em determinado ponto do longa-metragem, a escritora discute sobre possuir o direito autoral sobre seu próprio livro. Isso requer estabilidade financeira. Ao conseguir, ela poderá “provar” para sua Tia March (Meryl Streep), vitima de uma sociedade machista, que mulher tem outros meios de conseguir uma dependência econômica além do casamento ou administrar um bordel. Acho que isso mostra o quão forte o discurso em favor das mulheres se encontra  presente no roteiro do filme escrito pela própria cineasta.

Greta Gerwig decide não seguir uma estrutura linear em sua direção. A todo tempo vemos a história se alternando entre presente e passado, onde nos mostra determinados acontecimento na vida das irmãs. O passado é agradante, alegre, colorido e divertido, diferente do presente, simbolizado por cores mais pesadas, onde a tristeza prevalece em alguns momentos. Isso tudo fica claro graças ao diretor de fotografia Yorick Le Saux. Sem falar que o figurino costurado por Jacqueline Durran é outra coisa que favorece a película.

É de ficar de queixo caído com a ascensão de Gerwig como diretora. Em 2017 ela estreia com um projeto jovial e contemporâneo, e agora nos vem com um remake de época, com uma linguagem altamente presente aos dias atuais. Isso mostra que o leque de direção dela é imenso e que tem muito a nos oferecer. Vale lembrar que “Adoráveis Mulheres” é apenas o segundo trabalho da cineasta americana nascida na Califórnia. Com uma carreira de atriz bem estabilizada, Greta trabalhou com nomes como o de Baumbach, Mills, Larraín e Anderson. Fica evidente determinadas influências em sua direção. Quando nos minutos iniciais do filme, Jo começa a correr pela rua, fica clara a homenagem ao queridinho “Frances Ha”.

Essa versão mais recente de “Adoráveis Mulheres“, por Greta Gerwig transmite perfeitamente os laços entre irmãs. Além disso expressa através de Jo que toda mulher pode correr atrás dos seus sonhos, seja qual ele for. O filme é moderno, ambicioso e capaz de fazer qualquer um chorar. Todo remake deveria ser como esse. Corajoso, bem dirigido e trazer uma mensagem positiva para uma nova geração. Nesse caso, a mensagem aqui está embutida na obra e na artista, que também pode servir de inspirações para cineastas mulheres. Ainda bem que a carreira de Gerwig como diretora de cinema está apenas começando.


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