“Crux”: Apeles narra sua jornada de autoconhecimento em segundo álbum

Uma viagem ao íntimo. Talvez essa seja uma das melhores formas de definir e apresentar o delicado segundo disco de carreira do projeto Apeles, batizado de “Crux“. Sob o comando de Eduardo Praça (ex-Ludovic e Quarto Negro), a narrativa que sucede “Rio do Tempo“, disco lançado em 2017, traz em sua estrutura uma nova ótica ao seu trabalho.

Sabe quando você escuta um disco e de repente se pega pensando: “Poxa, isso me lembra aquela vez que…“. Pois então! Carregado de uma espécie de memória afetiva instantânea, o registro compõe cenas carregadas de nostalgia durante toda a sua duração. É como se de repente você literalmente estivesse voltando no tempo. Essa crônica muito bem costurada pelo músico através de letras melancólicas, promove uma imersão quase palpável.

Nessa quase indissociável interação entre palavra e som, o músico relata neste registro uma genuína investigação sobre o comportamento humano, tendo como base suas próprias experiências. Essa entrega emocional de Eduardo conversa muito bem com todos os seus registros anteriores. Gravado entre São Paulo e Berlim, “Crux” trilha uma caminhada de pura introspecção, premiando o ouvinte com faixas extremamente concisas e assertivas a proposta do disco.

Conversamos um pouco com o artista sobre o processo de criação deste novo projeto e de como aos poucos a obra se tornou tão pessoal. Confira o papo logo abaixo.


“Crux” tem em sua síntese composições baseadas no mundo da psicologia e da fé. Como estas temáticas acabaram se inserindo no contexto deste novo registro?

R: Durante o processo de composição e produção do álbum, passei por muitos períodos emocionalmente complexos, entre começar um tratamento pra tratar minha ansiedade e depressão. Nisso acabei entrando muito no estudo do meu subconsciente, li muito sobre isso. É uma odisseia de auto-conhecimento que achei incrível e ainda acho. Com relação à fé, venho de origem católica, mas não sou apegado e praticante. O que mais me intriga nisso era o poder que você tem dentro da sua cabeça, foi um período de muito questionamento e auto-crítica de mim como pessoa e artista, precisei tirar forças de lugares que não imaginava pra colocar o álbum no mundo. Por fim, acabei por escrevendo muito sobre isso durante o processo, por que era como poderia retratar fielmente o meu momento.

Como sua estadia em Berlim te ajudou e lhe conduziu a criar esta narrativa tão intima?

R: Berlim é uma cidade fantástica, com uma oferta cultural muito desproporcional à outras cidades que conheço, inicialmente ela pode me abrir um leque de referências interessantes, entre field recording, os conceitos do álbum e mais coisas. Embora isso seja verdade, o que mais me conduziu à essa narrativa íntima foi que levava uma vida muito pacata em Berlim, um pouco longe do meu círculo social, com todas as transições culturais em jogo. Foi um período mais introspectivo e de reflexão do que um momento de absorção de referências. Acho que isso reflete no disco de forma intensa em função disso.

Que bandas ou cantores você citaria que foram grandes influências para essa nova fase do Apeles?

R: Não poderia deixar de mencionar o Scott Walker, artista que admiro e respeito demais, ele nunca deixou de experimentar e fazer as sonoridades que ouvia na sua cabeça, sem nenhum tipo de filtro, isso é uma das coisas que mais admiro. Também cito Jobim, foi quem me introduziu ao piano, e acho que é um instrumento chave no álbum. E por fim, a poesia de Ana Cristina César influenciou muito como letrista, a sensibilidade em que ela retrata sua melancolia é algo muito verdadeiro e inspirador.

Como você avalia a sua evolução enquanto músico, indo desde sua passagem pelo Ludovic até os dias de hoje?

R: A evolução é enorme, não só como musicista, mas como uma espécie de maturidade artística também. Entrei para o Ludovic com 16 anos, e creio que eles me ensinaram o melhor que alguém dessa idade, com técnica limitada poderia entender sobre música, sou muito grato por terem me escolhido na época, após o Ludovic creio que atingi o que gostaria com o Quarto Negro, mas agora me sinto mais confortável com a minha imagem e com as minhas decisões.

Se você pudesse definir “Crux” em uma palavra, qual seria?

R: A palavra seria “Caule”. Da terra a flor você caminha do escuro até o desabrochar, o que na vida, não há nada mais bonito.


Conheça Joana Castanheira e “Para”, seu primeiro EP

Para“, o primeiro EP da cantora e compositora Joana Castanheira, tem o intuito de ser algo único para um destinatário. Em formato de correspondências escritas pela própria Joana, cada faixa foi pensada como uma carta a um receptor. O trabalho possui letras bem pessoais e intimistas. Todas as trilhas ganharam uma interpretação em vídeo lançadas no canal da cantora no YouTube. Canal no qual já conta com mais de 200 mil inscritos. Você pode conferir clicando aqui.

Ao longo do segundo semestre de 2018, Joana Castanheira ofereceu CD’s personalizados e limitados através de uma loja virtual, em seu site. Inclusive, a artista resolveu enviar algumas cópias para jornalistas. Essa atitude se torna inovadora na época em que o streaming prevalece diante do formato físico. 

Ao construir as letras e as sonoridades de “Para”, Joana transformou o trabalho pessoal em uma colaboração com parceiros de longa data. Algumas faixas contam com a colaboração de nomes como Aparecido da Silva, Rita e Pedro Altério, Vitor Conor e Ana Vilela.

Joana Castanheira pode ser considerada um dos nomes mais promissores da música brasileira. Catarinense de Florianópolis, ela participou da edição de 2016 do The Voice Brasil, onde conseguiu ser selecionada pelos quatro jurados em sua audição.

Ainda em 2018, a musicista nos apresentou um single intitulado de “Travo“, com um estilo mais pop onde questiona amores modernos. Agora em um projeto cada vez mais independente, ela prepara suas próprias canções e nos oferece um EP no qual podemos deixar nosso radar ligado em relação ao seu nome, para ficarmos atentos aos próximos projetos da cantora.


Sem carga dramática, “Love” introduz nova maneira de compreender os relacionamentos


Sabemos que falamos muito de cinema e música por aqui, mas às vezes é necessário fazer uma pausa na programação normal para falarmos sobre outros conteúdos que despertam nossa atenção, e que achamos que porventura pode vim despertar a sua. Como a nova temporada de “Love”.

A Netflix soltou o trailer da terceira e última temporada de “Love”. Talvez você tenha assistido as duas anteriores, ou quem sabe elas tenham passado despercebido por você. Porém, o que você precisa saber é que “Love” funciona como uma descontração após um dia estressante.

A série é produzida por Judd Apatow. O produtor é responsável por produzir filmes como “O virgem de 40 anos” e “Doentes de Amor”, que recebeu uma indicação na edição do Oscar desse ano por melhor roteiro original.

Love” possui um tom leve que conta a história de um casal nada comum durante doze episódios. Estrelado por Paul Rust e Gillian Jacobs, a dupla entregam momentos hilários e até comoventes. Mas calma, não existe uma carga dramática que deixe o espectador aflito. A série é feita pra descontrair e divertir. Confira sobre o que se trata a nova temporada.

Depois de uma jornada longa, complicada e um pouco bagunçada, Gus (Paul Rust) e Mickey (Gillian Jacobs) entram nesta temporada de “Love” em um momento que nunca estiveram: Um relacionamento totalmente comprometido.  Embora para algumas pessoas, um relacionamento comprometido pareça o fim, para Gus e Mickey, embarcar nesta nova fase juntos é apenas o começo.

Love” retorna em 9 nove de março na Netflix.

A origem dos mais marcantes hits de Carnaval em “Axé – Canto Do Povo de um Lugar”

Muito antes do hit de MC Loma aparecer, ou de uma música ser considerada “hit do Carnaval” outro gênero musical dominava o ritmo da festa. Com suas raízes vindas do Lundu – de origem africana – e do Samba, o Axé saiu dos arredores da praça Castro Alves, em Salvador, e fez sucesso em todo o Brasil. Todo esse percurso foi contado em “Axé: Canto Do Povo De Um Lugar“.

Dirigido por Chico Kertész, o documentário foi lançado em 2017 e tem relatos de vários cantores, compositores, radialistas, músicos e outras personalidades que fizeram parte da ascensão do gênero no Brasil. As ferramentas diferenciadas usadas pelo axé music também foram de grande responsabilidade para o sucesso e tem sua história contada no documentário.

A chamada guitarra baiana e o trio elétrico participaram da gênese do ritmo que seria uma espécie de hino do carnaval, juntamente com o samba. Sabendo desse diferencial, os Novos Baianos levaram a Tropicália para cima dos caminhões e fizeram uma espécie de transição de gêneros na música brasileira.

Além de provocar alegria e vontade de dançar, o axé também deu contribuições em questões sociais importantes como o acesso das classes mais pobres a festa do Carnaval e a valorização da cultura negra, outrora vista como marginal em Salvador. O Timbalada e o bloco Ilê Aiyê fizeram com que a música provocasse a integração entre as pessoas, não importando a cor e o poder aquisitivo.

Antes considerado pejorativo, o axé chamou atenção de estrelas internacionais, como o diretor Spike Lee e os cantores Paul Simon e Michael Jackson. Ele também criou suas próprias estrelas, como Luís Caldas, Carlinhos Brown e Ivete Sangalo, que dão seu depoimentos no doc. Destaque para a história de Daniela Mercury e sua apresentação no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP), em 1992. A cantora, que achava ser pouco conhecida, fechou a Avenida Paulista e, ao reunir 20 mil pessoas, teve que interromper o show pois as obras de artes estavam balançando e o MASP estava tremendo com risco de cair.

Ao mesmo tempo que o olhar mercadológico dos empresários que criaram os blocos de trio elétrico como “Bloco Camaleão“, “Bloco Eva” e “Bloco Beijo” elevaram cantores ao status de estrelas nacionais, levantaram problemas ao redor do axé. Alguns deles foram o apagamento da cultura negra no mainstream e o aspecto “egoísta” dos artistas que não pensavam na evolução do gênero e sim, quanto dinheiro podia arrecadar. Esses problemas foram apontados pelos personagens ouvidos como causas da crise que o ritmo sofreria na metade dos anos 2000.

Para finalizar, o documentário mostra que para se reinventar, os artistas do ritmo vêm misturando o axé com eletrônica e, principalmente, voltando as raízes, como é o caso do cantor Saulo e a banda Psirico. “Axé: Canto Do Povo De Um Lugar” é importante para conhecer a história recente da música brasileira e faz você querer conhecer Salvador, mesmo não gostando de Carnaval.

O documentário está disponível de forma gratuita no site GNT Play.

Clique aqui e assista!

Os primeiros passos da Januário a Sete Palmos


A cena de rock experimental segue em forte crescente na cidade de Fortaleza – agraciando os bons e velhos fãs da tão querida musica alternativa. Entre tantos projetos, a Januário a Sete Palmos entra (facilmente) no patamar dessas bandas novas que logo de cara te chamam atenção pelas letras e pela singularidade de suas canções. “Hiato Entre o Vão e o Nada“, primeiro EP do grupo produzido pela Nuvem Produções, alinha os primeiros passos de um projeto extremamente sincero e provindo de verdade.

Grande parte dos integrantes (sendo eles Erik Zarko, Gabriel Sousa e Italo) se conheceram no colégio, quando ainda tocavam em pequenos festivais realizados na escola. Em 2015 decidiram criar uma banda, e de idas e vindas chegaram à formação atual (com dois novos integrantes), Victor (no baixo) e Vagner (na bateria). Foram 2 anos de puro autoconhecimento, idealizando o que viria a ser a Januário daquele ponto em diante.

Com influências diversas no seu som, que vão desde Massive Attack à Tame Impala, o grupo flerta com um pouco de tudo  – também acrescentando e somando ao seu trabalho a bagagem musical de cada integrante. São composições carregadas de sentimento, nos quais a banda progride bem ao assimilar em canções, emoções tão cotidianas. É bonita a forma como o real se dissemina aqui, adiantando talvez a personalidade sensível da Januário em frente a frágil realidade do ser humano.

Destaque para a faixa “Pescador“, que introduz o disco de maneira sutil e gentil – apresentando arranjos suaves acompanhados de uma forte narrativa sobre o medo contínuo do mesmo. A grande surpresa aqui é variação sonora no minutos finais da música, onde podemos ter realmente a percepção das influências que cada integrante propõe neste projeto.

Hiato Entre o Vão e o Nada” é a perfeita definição do que o rock experimental oferta, dando luz ao que pode parecer incomum em um primeiro momento e fazer total sentido em um segundo depois. Afinal, são das diversas tentativas e experimentos que os lampejos mais bonitos são extraídos. Dito isso, você definitivamente deve ficar de olho nos próximos passos da Januário a Sete Palmos.

As camadas por trás de “True Detective”


No final de agosto a Variety confirma que ‘True Detective’ vai ganhar sua terceira temporada, algo que já era cogitado há algum tempo. Mas pelo o que parece essa notícia vai deixar de ser rumor e se tornar algo concreto, pois Mahershala Ali, vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante por ‘Moonlight: Sob a Luz do Luar’, foi confirmado como o protagonista da série pertencente a HBO.

True Detective’ está longe de ser uma série idolatrada como ‘Game of Thrones’, ‘The Walking Dead’ e outras séries que possuem milhares de fãs. Porém, não deixa de ter sua relevância. A primeira temporada foi ao ar em 2014, trazendo rostos bastantes conhecidos como o de Matthew McConaughey, Woody Harrelson e Michelle Monaghan para o seu elenco. Nomes audaciosos para uma série de televisão. McConaughe, o protagonista da primeira temporada vinha de trabalhos aclamados, como ‘Clube de Compras Dallas’, uma participação bastante especial em ‘O Lobo de Wall Street’, e no mesmo ano (2014) estava envolvido com ‘Interestelar’, de Christopher Nolan.

Sabemos que grandes nomes não são garantia para o sucesso, já vimos vários filmes e séries falharem mesmo tendo atores talentosos em seus elencos. O primeiro ano da série policial não ficou marcado só por conta desses rostinhos, a trama séria, reflexiva, que traz complexidade por tratar com rituais satânicos estimula quem assiste. Composta por oito episódios, o ano um dessa produção da HBO coloca em evidências a beleza cinematográfica na televisão.

Infelizmente é impossível manter a perfeição e o alto nível. Após uma primeira temporada de sucesso, em 2015 chegou à segunda temporada de ‘True Detective’. Mesma seriedade, roteiro envolvente, (nesse caso ‘quase’ envolvente) outro conjunto de atores conhecidos e outra trama (importante lembrar que a série traz elenco e história diferente a cada temporada). A expectativa pra segunda época existiu em torno de quem gostou da primeira, mas parece que a coisa não decolou. Nomes como Colin Farrell, Rachel McAdams e Vince Vaughn não sustentaram a maestria que o elenco predecessor ofereceu.

Mesmo tendo um baixo nível de críticas em relação ao primeiro, o segundo ano de ‘True Detective’ tem à mesma elegância visual, cenas de ação bem dirigidas e McAdams na pele de uma policial durona. Verdade que essa segunda temporada quase levou a série para um cancelamento definitivo, mas não deixou de ter seus bons momentos.

Tudo indica que terceira temporada irá seguir os mesmos passos das outras duas. Um elenco estrelado, boa trilha sonora, casos misteriosos a serem resolvidos por policias durante oito episódios.

‘True Detective’ entrou na nossa sessão ‘explore’ por ficarmos empolgados com a notícia da terceira temporada, ainda mais trazendo Mahershala Ali como protagonista. É cedo para nos empolgarmos.  Ainda não tem data de estreia e principalmente data para começar a produção, mas acreditamos que o terceiro ano dessa série policial chegue em 2018 por conta que ‘Game of Thrones’ só retornará em 2019. Com isso, a HBO só terá ‘Westworld’ como a principal série para exibir ano que vem, porém, nenhuma série dura o ano inteiro, é nessa linha de raciocínio que achamos que 2018 pode ser um novo ano para ‘True Detective’.

Em ascensão, Daniel Caesar traz naturalidade e atitude ao Soul


Com muita honestidade em seu som, Daniel Caesar faz parte dessa nova crescente do Soul que mixa o Rythm and Blues com muito atitude e naturalidade. O compositor canadense de 22 anos, criou buzz ao lançar sua encantadora faixa ‘Get You‘, que logo tomou corpo e se tornou um sucesso no serviço de streaming da Apple Music, com mais de 20 milhões de acessos ao longo deste ano.

Pra quem é fã de The Weeknd, Childish Gambino e Gallant, aqui temos um prato cheio de música boa e de qualidade. As maiores influências do cantor permeiam entre Kanye West, The Beatles, PartyNextDoor e Kid Cudi, dando espaço para um trabalho multifacetado, apresentando uma sonoridade que apesar de ser puramente ‘Soul’, deslumbra lacunas para acrescentar um pouco de Pop e Hip Hop aos seus projetos.

Voz suave e letras que contemplam a autorreflexão sobre diversos acontecimentos – Caesar faz jus ao hype que lhe foi destinado, e apresenta um trabalho (sólido) que vem sendo construído desde 2015 quando lançou seus primeiros singles. Um artista versátil que se descreve como a colisão de todos os sons que ouviu quando era criança – mostrando ao mundo da música que o seu ‘New Soul’ tem seu lugar (sim) garantido na indústria da música.

Escute e explore o novo e primeiro álbum de Daniel Caesar, ‘Freudian‘.

Conheça DEAN, a nova estrela sul-coreana do R&B


A maneira mais lógica de explicar e introduzir o som desse sul-coreano seria desta forma: Pegue uma taça e coloque um pouco de The Weeknd, Zayn e uma quantia razoável de Drake… Entretanto, prefiro ir mais a fundo e mostrar que DEAN, este cantor e compositor de 24 anos, é sem dúvida alguma um desses artistas que você não pode deixar de conhecer.

Oriundo da Coréia do Sul, terra da crescente e avassaladora vertente K-POP – Kwon Hyuk (seu nome de batismo) se tornou um desbravador de águas ao trazer o R&B alternativo para uma zona totalmente dominada pelas coreografias e trends fashions (do K-POP) que cada vez mais chamam atenção do mundo por sua singularidade. Sob o pseudônimo de ‘Deanfluenza’, começou sua carreira compondo e trabalhando com artistas do meio como o rapper Keith Ape e as boy bands EXO e iKON. O produtor por fim estruturou seu terreno e em 2016 lançou seu primeiro EP intitulado ‘130 mood: TRBL‘.

Com clipes e produção musical invejável, o cantor tem como influência artistas como Miguel, Donald Glover e Kanye West, descrevendo seu som como cru, rebelde e de raiz. O desejo de despontar internacionalmente começou a criar asas neste ano, seguindo o rumo de outros estrelas da cidade de Seoul (como CL e Eric Nam) que se planejaram para suas estreias na América com muito cuidado. Em maio deste ano, Syd (da banda The Internet) se juntou a DEAN para a parceria na faixa ‘Love‘, nos proporcionando uma belíssima colisão de vozes e sons.

O cara que parece novo na indústria, tem sim muita bagagem e chama atenção aos poucos (dos ouvintes) pela sua voz, estilo e despretensão no que faz, dando vida à uma faceta nova que emerge diante de tantos clichês. Misturando elementos e procurando gradativamente ingressar no mercado norte-americano, DEAN com toda certeza, vale sua atenção.

A viagem cósmica de “Paciência”


Se você é desses que adora histórias onde a trama muda a cada instante, “Paciência” é uma graphic novel para você. Como citado no verso da história, Paciência é uma viagem cósmica do espaço-tempo rumo ao infinito primordial do amor eterno…”. Achou complexo? Acredite, a obra de Daniel Clowes tem um enredo simples e fácil de compreender, capturando facilmente a atenção de quem está lendo.

Sinopse oficial: Jack Barlow é um homem obcecado em encontrar a pessoa que matou sua esposa, Paciência, quando ela estava grávida. Ao descobrir um meio de viajar no tempo, ele volta ao passado para impedir a morte de seu grande amor e acaba descobrindo mais sobre ela e sobre si mesmo do que poderia imaginar.

Daniel Clowes nos entrega uma arte underground com cores vivas, tornando a aparência de seu quadrinho inesquecível. Além disso, outras técnicas são encontradas no decorrer das páginas, como uma narrativa que aproxima o protagonista do leitor e alguns balões de falas cortados que indicam a falta de atenção de um personagem enquanto está dialogando com outro.

Com o título pertencente à editora Nemo, “Paciência” teve sua data de publicação no Brasil no dia 30/06. Clowes trabalhou durante cinco anos nas 180 páginas para deixar pronto o seu mais novo trabalho, o reconhecimento chegou com uma indicação ao Eisner Awards (o oscar dos quadrinhos) 2017.

Online Shopping in BangladeshCheap Hotels in Bangladesh