Cinco filmes que deixaram marcas positivas em 2018

Nos restam três dias para o fim de 2018. Sem saber o número exato, centenas de filmes foram lançados em torno desses 365 dias. Apontar para um filme e dizer que ele foi ‘o melhor’ é cometer uma injustiça com tantas outras obras que circularam por festivais e também pelo circuito comercial. Pensando nisso, decidimos traçar outra rota e indicar cinco longas que marcaram esse ano de alguma maneira.

O critério foi encontrar um diferencial importante em cada filme citado nessa lista, seja ele de qualidade técnica ou até mesmo mercadológica, como no caso de “Roma“, que além de ser excelente em todos os aspectos cinematográficos, quebrou os paradigmas de um projeto grandioso ao ser lançado como um trabalho exclusivo da plataforma de streaming Netflix.

Vamos ao que interessa!


O Primeiro Homem

Dirigido por Damien Chazelle, “O Primeiro Homem” estreou no mês de outubro. O longa é um exemplo vivo no qual o cineasta de 33 anos, pode se aventurar em outros gêneros além do musical, que “se tornou marca registrada” do diretor por conta dos seus dois últimos trabalhos (La La Land e Whiplash). Apesar de narrar a jornada do astronauta Neil Armstrong indo à Lua em 1969, o filme acrescenta outros dilemas que vão além da conquista de um determinado objetivo. A projeção é um modelo perfeito de imersão cinematográfica com planos ousados e uma sonoplastia detalhada. Damien Chazelle nos ofereceu um filme primoroso em todos os aspectos e pode ter certeza que seu brilhantismo não irá parar por aqui.


As Boas Maneiras

Dirigido por Juliana Rojas e Marco Dutra, “As Boas Maneiras” é um filme nacional de 2017, que andou primeiro nos festivais internacionais, mas só veio ser lançado no circuito comercial em junho desse ano. Por essa ressalva ele não poderia deixar de ser citado. Se você é daqueles que fala ou já ouviu falar que o cinema nacional está sempre fazendo a mesma coisa, “As Boas Maneiras” é a obra perfeita que quebra este paradigma antiquado. O filme é uma evidência que temos cineastas com projeções ousadas para enriquecer ainda mais o cinema nacional. O longa faz parte do gênero de horror que conta a história de Clara, uma solitária enfermeira moradora da periferia de São Paulo, que é contrada para ser babá do filho de Ana que ainda está para nascer. Conforme a gravidez vai avançando, Ana começa a apresentar comportamentos cada vez mais estranhos.


Pantera Negra

Apesar de não pautarmos blockbusters como “Pantera Negra” aqui no site, temos que reconhecer a importância dele para o ano de 2018. Poderíamos citar filmes como “O Ódio Que Você Semeia“, “Ponto Cego” e até mesmo “Infiltrado na Klan“, que fazem a mesma coisa que o filme dirigido por Ryan Coogler faz. Porém, a mensagem que “Pantera Negra” passa teve um alcance maior do que esses outros. O longa-metragem vai além de ser um filme que conta a origem de um herói dentro de um universo cinematográfico extenso, no qual, pegou de surpresa quem foi assistir achando que só iria ver murros e pontapés. “Pantera Negra” é um filme de massa importante que pode inspirar outras grandes produções a passar uma mensagem relevante para o grande público.


Hereditário

Achou que não iriamos mais falar de “Hereditário” por aqui? Se enganou! Durante esse ano falamos além da conta sobre o primeiro filme dirigido por Ari Aster. Se teve excesso de discussão, sinal que o filme teve sua importância. Realmente o longa marcou e proporcionou boas conversas por conta do tipo de terror que ele exibe. “Hereditário” se torna marcante justamente por dividir opiniões sobre ser ou não ser uma renovação no gênero do horror.


Roma

Dirigido por Alfonso Cuarón, “Roma” é um filme difícil para ser descrito em poucas palavras. O diretor mexicano pode apontar e dizer que de fato o projeto é dele, já que ele dirige, roteiriza, produz, fotografa e edita (caramba!) toda essa produção. Sendo assim, “Roma” se torna o projeto mais concreto para Cuarón, que decidiu incluir metáforas sociológicas e memorias pessoais em seu filme. Porém, além disso, o filme pode se tornar mais marcante ao conseguir dar o tão desejado Oscar para Netflix, já que os direitos pertencem ao serviço de streaming. “Roma” já ganhou como melhor filme no Festival de Veneza e conquistou prêmios em alguns sindicatos especializados a críticas cinematográficas. Por um nível altíssimo de qualidade, o filme de Alfonso Cuarón não e só marcante para 2018, mas sim para toda a história.


Confira também nossa lista dos dez álbuns mais marcantes de 2018

Marcus Barreto

Jornalista de bem com a vida, fã de esportes e cinema.

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