Conheça 15 diretoras que estarão presentes no Festival de Cannes desse ano

Como de costume, o Festival de Cannes está pronto para mais uma edição, iniciando seus trabalhos hoje, dia 14. Com a disparidade dos sexos, a cerimônia sofreu no ano passado uma grande onda de protestos, onde artistas do mundo inteiro reivindicaram e demandaram por um compromisso maior do Festival de Cannes para com as mulheres a frente de seus projetos. Com isso, a direção do evento se comprometeu a aumentar a igualdade de gênero nas edições posteriores.

Dito isso, listamos 15 cineastas mulheres que estarão presentes no festival de Cannes deste ano!  


1) Justine Triet

Na edição de Cannes desse ano, a cineasta francesa Justine Triet irá participar dentro da mostra competitiva depois de exibir alguns trabalhos na Semana da Crítica. Triet começou a fazer cinema em 2012 com o drama “Batalha de Solferino”. Para o seu primeiro projeto em competição, Triet mantem suas raízes dramáticas com um longa chamado “Sibyl“. Você pode saber mais clicando aqui.

2) Maryam Touzani

Pela primeira vez no festival, Maryam Touzani vai estrear “Adam” na seção Um Certo Olhar. Touzani é conhecida por atuar no longa de 2017, “Razzia“, dirigido por seu marido Nabil Ayouch. Para sua estreia como diretora, Touzani retorna ao Marrocos para contar a história de duas mulheres diferentes.

3) Annie Silvertein

Annie retorna a Cannes cinco anos depois de seu curta-metragem, “Skunk” ter vencido a seção Cinéfondation do festival. Filmado em Houston com um elenco predominantemente não-profissional, intitulado como “Bull“, a estréia na direção de Silverstein segue um adolescente rebelde que tenta escapar da dor do encarceramento de sua mãe, unindo-se ao toureiro rabugento que mora ao lado.

4) Celine Sciamma

Depois de três trabalhos bem elogiados, Sciamma (de “Garotas”, “Tomboy”, “Lírios d’água”) chega a Cannes com seu novo projeto, “Portrait of a lady on fire“. O enredo do filme é sobre uma jovem artista que é contratado para pintar o retrato de casamento de uma jovem mulher em uma ilha na Bretanha, no sinal do século 18.

5) Larisa Sadilova

A cineasta russa tem 20 anos de carreira, e tem menos de dez filmes dirigidos, mas cada um fala da capacidade de extrair pequenas histórias de valor emocional. Em sua estreia em Cannes, com “Once in Trubchevsk“, Sadilova volta à sua cidade natal, explorando a vida na aldeia russa de Trubchevsk, a poucos passos de seu próprio local de nascimento.

6) Mounia Meddour

Meddour é outra cineasta que faz sua estréia como diretora em Cannes, a escritora e diretora argelina traz “Papicha” para o festival depois de trabalhar em documentários e ampliar seu trabalho com curtas-metragens. A produção segue um estudante argelino de espírito livre que se recusa a deixar que os eventos da Guerra Civil da Argélia alterem sua jovem vida. Quando ela tinha apenas 18 anos, Meddour e sua própria família fugiram do país. O filme promete entregar uma história oportuna com uma vantagem pessoal.

7) Danielle Lessovitz

Mais uma estreante como diretora, “Port Authority”, de Lessovitz conta a história de Paul, um jovem recem chegado em Nova York que se apaixona por Wye que tem um segredo sobre sua sexualidade. O filme possui uma enorme quantidade de produtores, incluindo nada menos que Martin Scorsese e o brasileiro Rodrigo Teixeira.

8) Jessica Housner

Depois de algumas aparições em outras mostras do festival, finalmente Hausner chegam em Cannes para competir com o seu projeto chamado “Littler Joe“. Além disso, ela já fez parte de dois juris nas edições de 2011 e 2016. O enredo do filme se trata sobre Uma planta geneticamente modificada espalha suas sementes e parece causar mudanças surpreendentes em seres vivos.

9) Mati Diop

Outra que chega em competição pela primeira vez é Diop com o seu longa “Atlantics“. Ela é sobrinha do pioneiro cineasta senegalês Djibril Diop Mambéty. “Atlantics” é baseado no seu documentário de 2009 “Atlantique“, que foi exibido em festivais de cinema em todo o mundo e ganhou o Tiger Award for Short Film em Roterdã. Até agora, ela dirigiu cinco curtas-metragens e atuou em 11. Ela também é a primeira mulher negra com um filme na seção de competição do festival de 72 anos.

10) Leila Conners

Mais de uma década depois, a documentarista Leila Conners está retornando a Cannes para apresentar seu novo documentário sobre mudanças climáticas, “Ice on Fire“.

11) Monia Chokri

Conhecida por participar de alguns filmes de Xaier Dolan, 2019 marca a primeira vez que Chokri estreia seu próprio trabalho em um festival de cinema. “A Brother’s Love” é a estria na direção de longa-metragem, e conta a relação íntima de dois irmãos com a chegada de um novo amante.

12) Zabou Breitman e Eléa Gobbé-Mévellec

Em seu sexto longa-metragem, a cineasta e atriz francesa Zabou Breitman conta com ajuda da diretora novata, Eléa Gobbé-Mévellec. A parceria faz todo sentido, já que Breitman dirige “The Swallows of Kabul“, sua primeira animação e Gobbé-Mévellec é uma animadora experiente.

13) Pippa Bianco

Pippa Bianco estreou seu primeiro longa-metragem, “Share“, no Festival de Sundance, no início deste ano. Bianco adaptou seu curta-metragem de 2015 e o transforma em um longa. O filme da cineasta segue uma adolescente que fica horrorizada ao descobrir que um vídeo intimo dela circula nas mídias sociais.

14) Waad Al-Kateab

Dirigido com Edward Watts, “For Sama” não é apenas o primeiro longa-metragem de Waad Al-Kateab, mas é uma narrativa pessoal de suas próprias experiências. Al-Khateab documentou sua vida no período de cinco anos  na Síria, desde a revolta até o ponto em que ela foi forçada a fugir do país. Autenticamente, Waad Al-Kateab é uma jornalista que atualmente trabalha para o Channel 4 News em Londres. “For Sama” estreou no SXSW Film Festival deste ano, onde recebeu as melhores honrarias como documentário.

Marcus Barreto

Jornalista de bem com a vida, fã de esportes e cinema.

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