Dez filmes para celebrar o dia do cinema brasileiro

Hoje, quarta-feira, 19 de junho é o dia escolhido pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) para comemorar o Dia do Cinema Brasileiro. Exatamente nesta data, em 1889 que o primeiro filme em movimento foi rodado pelo cinegrafista italiano Afonso Segreto ao chegar da Europa a bordo de um navio. “Vista da Baía de Guanabara” era o nome do filme do gênero documental.

Desde então o cinema nacional passou por diferentes momentos em sua história, nas décadas de 60 e 70, o cinema nacional teve uma guinada criativa por conta do “Cinema Novo”, inspirado por movimentos como o “Neorealismo Italiano” e na “Nouvelle Vague”, tendo representantes cineastas como: Ruy Guerra, Luís Sérgio Person, Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos e Joaquim Pedro de Andrade.

Com esse pequeno resumo sobre a história do nosso cinema, decidimos listar dez filmes recentes que marcam e demonstram bem o atual momento de ascensão no qual o audiovisual brasileiro se encontra.


“Aquarius” Kleber Mendonça Filho 

 

Clara (Sônia Braga), 65 anos de idade, é uma escritora e crítica de música aposentada. Ela é viúva, mãe de três filhos adultos e moradora de um apartamento repleto de livros e discos na Avenida Boa Viagem, Recife, num edifício chamado Aquarius. Clara tem também o dom de viajar no tempo, um super poder que poucas pessoas no mundo são capazes de desenvolver.


“Boi Neon” Gabriel Mascaro

 

Nos bastidores das Vaquejadas, Iremar (Juliano Cazarré) e um grupo de vaqueiros preparam os bois antes de soltá-los na arena. Levando a vida na estrada, o caminhão que transporta os bois para o evento é também a casa improvisada de Iremar e seus colegas de trabalho: Zé (Carlos Pessoa), Negão (Vinícios de Oliveira) , Galega (Maeve Jinkings) e sua filha Cacá (Aline Santana). O cotidiano é intenso e visceral, mas algo inspira novas ambições em Iremar: a recente industrialização e o polo de confecção de roupas na região do semi-árido nordestino. Deitado em sua rede na traseira do caminhão, sua cabeça divaga em sonhos de lantejoulas, tecidos requintados e croquis. O vaqueiro esboça novos desejos.


“Benzinho” Gustavo Pizzi

 

Irene (Karine Teles) mora com o marido Klaus (Otávio Müller) e seus quatro filhos. Ela está terminando os estudos enquanto se desdobra para complementar a renda da casa e ajudar a irmã Sônia (Adriana Esteves). Mas quando seu primogênito Fernando (Konstantinos Sarris) é convidado para jogar handebol na Alemanha, ela terá poucos dias para superar a ansiedade e ganhar forças antes de mandar seu filho para o mundo.


“Para Minha Amada Morta” Aly Muritiba 

 

Após a morte de sua esposa, Fernando (Fernando Alves Pinto) torna-se um homem quieto e introspectivo e cria, sozinho, seu filho Daniel. Todas as noites, enquanto seu filho dorme, o viúvo “revive” a presença da esposa, tentando organizar seus pertences. Um dia, ele descobre, em uma fita VHS, uma surpresa que coloca em dúvida o amor da esposa por ele. Fernando decide investigar a verdade por trás destas imagens, desenvolvendo uma obsessão que consome seus dias e rotina.


“Bingo – O Rei das Manhãs” Daniel Rezende

 

Cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo no programa matinal homônimo da televisão brasileira durante a década de 1980. Barreto alcançou a fama graças ao personagem, apesar de jamais ser reconhecido pelas pessoas por sempre estar fantasiado. Esta frustração o levou a se envolver com drogas, chegando a utilizar cocaína e crack nos bastidores do programa.


“Tinta Bruta” Marcio Reolon e Filipe Matzembacher

 

Pedro (Shico Menegat) é um jovem que tenta sobreviver em meio a um processo criminal, à partida da irmã e aos olhares que recebe sempre que sai na rua. Sob o codinome GarotoNeon, Pedro se apresenta no escuro do seu quarto para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. Com o corpo coberto de tinta, ele realiza performances eróticas na frente da webcam. Ao descobrir que outro rapaz de sua cidade está copiando sua técnica, Pedro decide ir atrás do mesmo.


“O Animal Cordial” Gabriela Amaral Almeida

 

Inácio (Murilo Benício) é o dono de um restaurante de classe média, por ele gerenciado com mão de ferro. Tal postura gera atritos com os funcionários, em especial com o cozinheiro Djair (Irandhir Santos). Quando o estabelecimento é assaltado por Magno (Humberto Carrão) e Nuno (Ariclenes Barroso), Inácio e a garçonete Sara precisam encontrar meios para controlar a situação e lidar com os clientes que ainda estão na casa: o solitário Amadeu (Ernani Moraes) e o casal endinheirado Bruno (Jiddú Pinheiro) e Verônica (Camila Morgado).


“Arábia” Affonso Uchoa e João Dumans

 

Em Ouro Preto, Minas Gerais, um jovem (Murilo Caliari) encontra por acaso o diário de um operário metalúrgico que sofreu um acidente e por suas memórias embarca numa jornada pelas condições de vida de trabalhadores marginalizados.


“Que Horas Ela Volta?” Anna Muylaert

 

A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo com o intuito de proporcionar melhores condições de vida para a filha, Jéssica (Camila Márdila). Anos depois, a garota lhe telefona, dizendo que quer ir para a cidade prestar vestibular. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, porém o seu comportamento complica as relações na casa.


“Joaquim” Marcelo Gomes

 

A narrativa conta a história do que levou Joaquim José da Silva Xavier (Júlio Machado), um dentista comum de Minas Gerais, a se tornar Tiradentes, transformando-se em um importante herói e mártir nacional que veio a liderar o levante popular conhecido como a Inconfidência Mineira.

Marcus Barreto

Jornalista de bem com a vida, fã de esportes e cinema.

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