Dia das Bruxas | 10 filmes de terror que definem a diversidade do gênero

É 31 de outubro! Dia das Bruxas. Data bem recebida por pessoas que adoram o gênero de horror. As festas de halloween estão caindo cada vez mais no gosto nacional, porém, pode se dizer, que a maneira mais tradicional de comemorar esse período é assistindo uma maratona de filmes de terror. Dito isso, nós decidimos colaborar com uma lista com dez títulos, caso você tenha alguma duvida sobre o quê assistir.

Escolhemos a dedo cada produção presente na lista. Nela você vai encontrar clássicos, produções mais recentes, nacionais e o horror através do olhar feminino. De “Psicose” a “As Boas Maneiras“, esses e os demais filmes, entregam uma visão diferente do quê é o horror. Faça bom proveito e tenha um ótimo dia das bruxas!


1) Corra!

O filme dirigido por Jordan Peele fez história em 2017 ao ganhar o Oscar de “Melhor Roteiro Original”. Algo que faz todo sentido! Originalidade é o quê vemos do início ao fim da produção. Talvez, “Corra!” seja a melhor representação do momento que o gênero de horror possa ter quando se trata de unir-se  a uma crítica social; Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

2) Boas Maneiras

Com direção de Juliana Rojas e Marco Dutra, “As Boas Maneiras” conta a história de uma fábula que já estamos familiarizado. O filme está longe de ser aquele tipo de terror macabro, a sutileza dele está em seu desenvolvimento, se mostrando semelhante a contos que fomos acostumados a ouvir na infância. Além disso, “As Boas Maneiras” abre uma possibilidade para o folclore nacional ser adaptado para o cinema dentro do gênero de terror; Ana, vivida por Marjorie Estiano, contrata Clara (Isabél Zuaa), uma enfermeira que mora na periferia de São Paulo, para ser babá de seu filho que ainda está para nascer. Conforme a gravidez vai avançando, Ana começa a apresentar comportamentos cada vez mais estranhos. “As Boas Maneiras” conquistou o Prêmio Especial do Júri do Festival Internacional de Cinema de Locarno, em 2017.

3) Mandy

Mandy” é um dos mais novinhos entre os filme da lista, mas já faz um barulho absurdo dentro do gênero designado. Dirigido por Panos Cosmatos, “Mandy” conta a história de um casal que é atacado por membros de um culto satânico, após isso, o quê vemos é uma história de caça e vingança. Com Nicolas Cage em um dos seus melhores trabalho nos últimos anos, o filme se encaixa no formato do terror trash. O longa começou a ser exibido no Festival Sundance de Cinema, que aconteceu em janeiro desse ano. Você pode saber mais sobre o filme através desse link.

4) Hereditário

No primeiro semestre do ano falamos bastante sobre “Hereditário“, e lógico que não iriamos deixar de citar o filme dirigido por Ari Aster no dia das bruxas. Definitivamente o longa é um marco para a carreira do diretor, já que foi um sucesso mundial. Aqui no site você pode encontrar um punhado de conteúdo sobre o longa-metragem, como nossa análise; Quando Ellen falece, a família de sua filha começa a descobrir segredos enigmáticos e cada vez mais aterrorizantes sobre sua ancestralidade. Quanto mais eles descobrem, mais eles se encontram tentando fugir do destino sinistro que parecem ter herdado.

5) Boa Noite, Mamãe

Dirigido por Veronika Franz e Severin Fiala, “Boa Noite, Mamãe” se trata sobre a mãe de dois garotos gêmeos, após ela ficar afastada de casa, por conta de cirurgias plásticas. Em seu retorno, seus filhos suspeitam que a mulher com o rosto coberto não seja realmente a mãe deles. O filme chegou a ganhar uma indicação de “Melhor Filme Estrangeiro” na edição de 2016 do Critics’ Choice Award.

6) O Exorcista

Talvez o maior parâmetro para o quão assustador é um filme é quando qualquer pessoa o compara ao clássico do terror, “O Exorcista“. Funcionando como uma espécie de peça rara de um museu da cinematografia, o longa dirigido por William Friedkin, estreou nas telonas no ano de 1973, causando uma verdadeira histeria coletiva que se alastrou por todos os cinemas do mundo. Na narrativa – adaptação do livro homônimo de William Peter Blatty – a jovem Regan McNeil, de doze anos de idade, começa a apresentar um comportamento completamente assustador. Após a realização de vários exames médicos, a mãe da menina constata que está lidando com algo sobrenatural, e pede ajuda a um padre. Ao lado de sacerdotes e especialistas em exorcismo, a aterrorizante narrativa se desenrola em uma missão para livrar a garota desta terrível possessão.

7) Psicose

Dirigido pelo mestre do suspense Alfred Hitchcock, “Psicose“, lançado em 1960, é um dos grandes responsáveis por nos fazer sentir medo nos atos mais simples do nosso cotidiano. Quem diria que um banho iria nos causar tanto terror? No longa, a atriz Janet Leigh interpreta Marion Crane, uma secretária que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Sua fuga, acaba levando-a para um velho hotel. No esquisito estabelecimento, ela conhece o peculiar Norman Bates, interpretado brilhantemente por Anthony Perkins, que estranhamente nutre um forte medo e respeito por sua mãe. Sem saber do que realmente poderia acontecer ali, Marion passará por uma estarrecedora noite de horror.

8) O Bebê de Rosemary

Uma das obras mais icônicas do gênero do terror, “O Bebê de Rosemary“, ganhou o status de um dos filmes mais misteriosos dos anos 60. Isso muito se deve aos seu acontecimentos para lá de estranhos durante e após as filmagens do longa. O compositor da trilha sonora Krysztof Komeda, veio a óbito por conta de um coágulo no cérebro. Já a esposa de Polanski, Sharon Tate, que estava grávida de oito meses, foi assassinada brutalmente por um dos membros da família Manson – isto acontecendo 14 meses após o lançamento do projeto. A atriz Mia Farrow comeu fígado cru para uma cena do filme e ainda se divorciou – no mesmo período – de Frank Sinatra, seu marido na época. Coincidência ou não, o clima pesado e nada cristão do set de filmagens parece ter impactado de alguma forma sobrenatural na vida dos envolvidos naquele trabalho.

Na obscura narrativa dirigida por Roman Polanski – que serviu como base para a revolução do terror psicológico no cinema – um jovem casal se muda para um prédio habitado por estranhas pessoas, onde coisas bizarras acontecem. Quando ela engravida, passa a ter estranhas alucinações e vê o seu marido se envolver com os vizinhos em uma seita de bruxas que quer que ela dê a luz ao anti-cristo.

9) O Iluminado

Entre o brilhantismo e os constante problemas nos set de filmagens, “O Iluminado“, filme de 1980 dirigido por Stanley Kubrick, se tornou um dos maiores marcos do gênero do horror. A obra literária de Stephen King, adaptada para o cinema por Kubrick e Diane Johnson, foi uma das pioneiras no uso da Steadicam, equipamento que preso ao corpo dos cinegrafistas para estabilizar ao máximo a imagem em movimento, criou uma das sequências mais icônicas do cinema. A assustadora parte onde acompanhamos Danny andando de triciclo pelos corredores sombrios do hotel.

Na narrativa, Jack Torrance interpretado por Jack Nicholson, é contratado para vigiar um hotel no Colorado. Na companhia de sua mulher e filho, a família começa a presenciar acontecimentos estranhos na residência. Neste longa, o isolamento se torna um dos principais fatores para entender de fato a loucura, o medo e a agressividade que se instaura gradativamente em cada personagem.

10) A Bruxa de Blair

Responsável por criar um subgênero totalmente inovador no mundo do terror, “A Bruxa de Blair“, foi vendido e apresentado ao seu público como um pseudo documentário. Mais tarde, batizado como o estilo de gravação found footage, onde acompanhamos a história sendo contada do ponto de vista dos próprios personagens com uma câmera de mão – acompanhamos um grupo de estudantes de Milwaukee durante uma viagem para acampar em uma floresta. Até aí tudo bem! As coisas pioram mesmo quando eles decidem penetrar cada vez mais neste lugar desconhecido, até encontrarem seres perigosos e sobrenaturais.

Lançado em 1999 e dirigido por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez – logo nos primórdios da internet – o longa deixou muitos espectadores na duvida. “Será que essa história realmente aconteceu?” eles se perguntavam perante a realidade das gravações exibidas ali. É claro que tudo não passava de uma grande estratégia de marketing para angariar mais público nos cinemas. Com baixíssimo orçamento, o projeto faturou mais 107 milhões de dólares, se tornando um verdadeiro sucesso de bilheteria.

Um dos fatos mais curiosos das gravações do filme, é que todas a reações foram captadas da maneira mais real possível. Isso se deu a ideia de manter todo o elenco sem saber do que os diretores e a equipe iriam fazer para assustá-los. Um exemplo disso é que todos realmente acreditaram que a lenda da bruxa era real. O elenco ficou isolado na floresta e passou por circunstancias aterrorizantes.

Marcus Barreto

Jornalista de bem com a vida, fã de esportes e cinema.