“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” diverte, mas falha no desenvolvimento de uma boa história

A franquia Exterminador do Futuro pode ser considerada uma das mais marcantes do gênero de ação, ao lado de “Rocky” e “Rambo”. Outro comparativo que podemos fazer entre essas marcas, são os rumos que elas tomaram, que infelizmente não agradaram os fãs. Após obter sucesso com a primeira versão de “Deadpool” (2016), o cineasta Tim Miller tenta fazer que “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” seja o ponto de virada para uma franquia que sofreu ao logo dos anos após “O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final“, de 1991. 

Há passado mais de duas décadas desde que Sarah Connor (Linda Hamilton) mudou o futuro e salvou milhões de pessoas após impedir o Julgamento Final. Em Destino Sombrio nos deparamos com Dani Ramos (Natalia Reyes) que vive uma vida simples na Cidade do México com sua família, quando um novo modelo de Exterminador, Rev-9, interpretado por Gabriel Luna, viaja de volta no tempo para matá-la. Para sobreviver, Dani conta com a proteção de Grace (Mackenzie Davis) e da própria Sarah Connor. Mas como o Rev-9 é uma maquina imbatível, as três são obrigadas a recorrer a ajuda de um T-800 (Arnold Schwarzenegger) do passado para enfrentar o mal.

A princípio, essa nova história dirigida por Tim Miller brinca com os sentimentos do fã mais antigo. Miller é esperto ao ponto de começar sua projeção com uma cena do interrogatório da Sarah Connor no segundo filme da franquia e minutos depois ele apresenta uma cena com o trio de protagonistas originais. Sara, John Connor e T-800. A cena é tão perfeita que cria a dúvida sobre ser obra da tecnologia de rejuvenescimento ou então uma cena que estava engavetada desde 1991. 

Porém, o que adianta referenciar o passado e não trazer nada de novo? É a partir desse momento que o Destino Sombrio começa a falhar. É compreensível copiar alguns aspectos dos antigos filmes para não descaracterizar a marca, como as cenas icônicas dos androides chegando ao passado. Porém, o roteiro escrito por Billy Ray, David S. Goyer e Justin Rhodes se assemelha bastante com o de o Julgamento Final.

Todos os conceitos apresentados nos filmes anteriores então aqui, mas com termos diferentes. Como a Skynet ser conhecida como legião. Lembra o motivo de um exterminador viajar do futuro para o passado? Bem, a razão aqui continua a mesma, mas agora implementada em outros personagens. Acredite, Miller  também consegue recriar a cena de perseguição do segundo longa, porém, com mais grandiosidade.

Calma, esse sexto filme também possui seu méritos e um deles se chama Mackenzie Davis. Essa projeção só veio fortalecer o quão boa atriz ela é. E aqui ela consegue se credenciar – com folga – para futuros filmes de ação. Sempre é bom ver uma atriz diversificando sua filmografia, mesmo que alguns componentes deixe marcas negativas. 

Outro fator interessantes é ver uma Linda Hamilton e Arnald Schwarzenegger de volta aos personagens que deixaram suas carreiras marcadas positivamente. Passado todo esse tempo, Sara se tornou uma caçadora de terminator e esse atual T-800 vivido por Schwarzenegger ganhou novas funções, como ser alguém sociável depois de concluir sua missão.

Miller até tenta inovar trazendo novas abordagens, como as que foram citadas a cima, mas ele não se aprofunda em nenhuma delas. Toda cena de batalha contra o Rev-9 é épica, parecendo ali o final do filme e apesar de serem até boas sequências de ação, Miller poderia ter desistido de uma delas e ter trabalhado mais em suas idéias originais de formas ilustradas e não dialogadas.

Agora, uma coisa que não  pode deixar de ser dita sobre Miller: seu timing para o humor. Ao tomarmos conhecimento que Schwarzenegger está de volta, é fácil de imaginar que a aparição dele será algo épico, mas não. O surgimento do personagem é cômico, com um humor bem sarcástico em um personagem que mal possui algum tipo de expressão facial.

Apesar de mais erros do que acertos, o filme de Miller  consegue se colocar no posto de terceiro melhor filme da hexalogia do Exterminador do Futuro. Infelizmente, franquias que marcaram época e que foram referência para outros projetos não conseguem reaparecer no mercado como boas projeções. 


Marcus Barreto

Jornalista de bem com a vida, fã de esportes e cinema.

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