Os 10 álbuns mais marcantes de 2018

Em quase todas as áreas possíveis, 2018 foi um ano bem peculiar. Entre divergências políticas, vivemos um momento onde mesmo a música não se isentou de seu papel enquanto resistência. Com tantas listas, encontramos em meio a estes dez nomes, um equilíbrio entre este combinado agridoce de diversão e determinação que este ano nos deixou.

Abrangendo todos os gêneros, do Pop ao Flamenco, do Hip-Hop ao Rock alternativo – produzido por artistas de todos os cantos do mundo – aqui estão os 10 álbuns mais marcantes de 2018.


Baco Exu do Blues — Bluesman

O samba é blues, o rock é blues, o jazz é blues / O funk é blues, o soul é blues / Eu sou Exu do Blues / Tudo que quando era preto era do demônio / E depois virou branco e foi aceito eu vou chamar de Blues“, afirma Diogo Moncorvo nos primeiros minutos da faixa que abre seu segundo disco de carreira. Diogo que aqui renasce como Baco Exu do Blues, discorre em “Bluesman” exatamente o que o brasileiro precisa ouvir em tempos de tanta incerteza. O álbum certo do artista certo no momento certo.

Um disco sensível que claramente tem algo a dizer sobre os tempos em que foi feito, da injustiça social às mídias sociais, da depressão a ansiedade, nada escapa aqui. Se em “Esú”, Baco causou um verdadeiro furdunço na cena do rap nacional por dizer o que pensa sem meias palavras, “Bluesman” é o caso da narrativa que nos inspira a agir e lutar.

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Janelle Monáe — Dirty Computer

Indicado ao Grammy na categoria “Álbum do Ano”, a obra prima de Monáe contra o sexismo moderno, “Dirty Computer“, é o monumento principal de sua longa e extensa carreira. Influenciada claramente pelos trabalhos do inigualável Prince, a compositora recria uma atmosfera empoderadora sobre amor e liberdade. É inquestionável a experiência perfeitamente balanceada que obtemos aqui – entre a felicidade e a tristeza, no final das contas, tudo que importa é ser você.

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Duda Beat — Sinto Muito

Revelação do ano de 2018, a pernambucana Duda Beat cansou de sofrer em silêncio e reuniu todas as suas desilusões amorosas em seu álbum de estreia, “Sinto Muito“. Em 11 faixas, ela faz um registro feminino, pessoal, sincero, encarando seus próprios demônios com alegria e muito bom humor. A estreia musical de Duda Beat começou a ser desenhada dois anos atrás, quando ela trouxe suas letras e melodias para a casa de seu amigo de infância, o produtor musical e parceiro de vida Tomás Tróia.

Coroada como a rainha da sofrência pop, a compositora une indie, tecnobrega, axé e balada romântica, dando vida a um verdadeiro diário de desabafos ácidos.

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The 1975 — A Brief Inquiry Into Online Relationships

Aos 29 anos de idade, Matt Healy, avisa ao seus fãs “Você aprende algumas coisas quando chega à minha idade“. Trecho inicial da faixa “Give Yourself A Try”, que consegue definir muito bem a narrativa de “A Brief Inquiry Into Online Relationships“, terceiro álbum de trabalho da banda The 1975. Sem nunca soar entendiante e repetitivo, o grupo promove uma verdadeira farra de gêneros musicais. Se utilizando de temas cotidianos, focando especialmente em uma das fases mais caóticas da vida, a adolescência – fica fácil de se identificar aqui.

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Carne Doce — Tônus

Em sua melhor e mais madura fase, a banda goianiense Carne Doce deu vida a “Tônus“, seu terceiro álbum de carreira. Com delicadeza e violência o grupo criou uma das obras mais importantes deste ano, explicitando (a sua forma) a beleza nas coisas pequenas e triviais. O disco conta com dez faixas e foi idealizado através do patrocínio da Natura Musical.

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Robyn – Honey

Após oito anos em hiato, a sueca Robyn retornou ao mundo da música com seu sexto álbum de trabalho, “Honey“. Contendo nove faixas, o material é uma verdadeira odisseia pela intimidade da sueca. A recomendação aqui é, mesmo nos momentos mais complexos, se elevar emocionalmente e transformar a decepção em algo bom.

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Djonga – O Menino Que Queria Ser Deus

Como um ponto fora da curva, Djonga é um daqueles exemplos de artista a ser seguido por qualquer um que de fato queira fazer a diferença. Em “O Menino Que Queria Ser Deus“, segundo disco de carreira do rapper, Djonga destrói qualquer preconceito já imposto pela sociedade. Assim como Baco Exu do Blues, o músico não se reprime de seus pensamentos e muito menos se acomoda com a bruta realidade que vive.

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Rosalía – El Mal Querer

Uma cantora quem em pleno 2018 retorna as raízes de sua cultura para reviver o Flamenco. Rosalía em seu aclamado segundo álbum de trabalho “El Mal Querer“, fez exatamente isto e deixou boquiaberto quem nunca imaginou que a combinação do Pop como ritmo quente espanhol, poderia de fato funcionar. Atingindo um status de musa espanhola, a cantora chamou atenção por trabalhar de uma maneira peculiar, separando as faixas deste projeto em capítulos.

A ideia foi inspirado por “Flamenca”, um livro do século 13 sobre uma mulher presa por seu noivo ciumento. Cada uma das 11 músicas desta colaboração com o produtor El Guincho, serve como um capítulo sobre um relacionamento já condenado.

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The Carters – Everything is Love

Se em “Lemonade” e “4:44”, Beyoncé e JAY-Z surpreenderam o grande público ao explicitar seus erros em um relacionamento que se mostrava perfeito diante das câmeras, “Everything is Love” é o ponto final de uma atribulada reconciliação que mais uma vez, através da arte, atingiu seu objetivo. Contendo nove faixas, a saga que funcionou como uma espécie de terapia de casal, deu um passo a frente e desconstruiu toda e qualquer visão que tínhamos sobre a situação vivenciada pelos dois.

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Kids See Ghosts – Kids See Ghosts

A aguardada colaboração entre os rappers Kid Cudi e Kanye West, finalmente aconteceu este ano. Sob o nome de Kids See Ghosts, a dupla idealizou um projeto que indo além do cenário do hip-hop, materializou novos tipos de horizontes sonoros para o gênero. Genuinamente, este é um dos trabalhos mais intensos do duo, criando uma experiência digna de seu lugar ao sol.

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Flávia Denise

Jornalista & Music nerd. ;)

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