Seis cenas marcantes que o cinema proporcionou em 2018

Estamos em dezembro, último mês desse 2018. Até o momento, quase todos os filmes mais aguardados do ano já foram assistidos pelo o  público. Dito isso, pensamos em criar uma pequena listinha de algumas cenas que estão presentes nesses longas.

Não estamos definindo essas cenas como as melhores do ano. Fazer isso seria uma injustiça com filmes que ainda não assistimos, como “Suspiria“, de Luca Guadagnino e “A Favorita“, de Yorgos Lanthimos. Ao todo são seis cenas de longas que assistimos no decorrer do ano. De “Roma“, dirigido por Alfonso Cuarón a “O Primeiro Homem“, de Damien Chazelle.

Algumas das cenas não estão em vídeo por motivos de spoiler ou qualquer outro tipo de conteúdo inapropriado como a cena que citamos sobre “A Casa que Jack Construiu“, de Lars von Trier , então preferimos apenas utilizar fotos. Confira a lista!


1) Roma

Roma“, dirigido por Alfonso Cuarón, estreou no último dia 14, sexta-feria, na Netflix. É difícil apontar e dizer qual é a cena mais significativa do filme, já que “Roma” é significativo como um todo. A película é composta por cenas visualmente lindas. A cena da praia começa com um plano sequência guiando a protagonista do filme indo enfrentar mais um desafio que aparece em sua vida.

Cuarón consegue fazer o contraste perfeito de um local belo sendo palco de uma tragedia. A cena chega ser tão agoniante que toda a beleza do local acaba passando despercebida, no final, somos testemunhas de um desfecho tocante por tudo que Cleo, a protagonista, passou durante o filme. Nossa análise sobre “Roma” já está disponível e você pode lê-la clicando aqui.

2) Cold War

Cold War” é dirigido por “Pawel Pawlikowski“. O filme retrata uma história de amor entre duas pessoas apaixonadas de origens e temperamentos diferentes, que são fatalmente incompatíveis. O longa tem como pano de fundo a Guerra Fria dos anos 50. Pode se notar que a cena da dança ilustra muito bem o temperamento do casal. “Cold War” é uma verdadeira história de amor impossível em tempos impossíveis, no qual, o casal ainda encontrava tempo para alguma descontração.

3) O Primeiro Homem

A ida do homem a lua sempre vai ser questionada para algumas pessoas, para levantar mais ainda esse questionamento, Damien Chazelle decidiu nos agraciar com “O Primeiro Homem“, filme que aborda a primeira viagem lunar. A cena é uma imersão como um todo. Notamos como a chegada a lua é guiada tecnicamente.

Chazelle constrói tudo perfeitamente, uma sonoplastia do ambiente guiada com uma trilha sonora, porém, notasse quando a porta da nave se abre, todo o som que está acontecendo na cena é cortado por um silêncio imersivo de um local não habituado. Depois de alguns segundos tudo volta ao normal e os detalhes sonoros retornam.  Além disso, a cena deixa de ser um momento de admiração pela conquista de chegada a lua, a um instante de reflexão singular de Neil Armstrong vivido por Ryan Gosling. Confira nossa análise.

4) Mandy

Aqui decidimos não escolher uma cena, mas sim um compilado de alguns segundos do trabalho de  Nicolas Cage em “Mandy“, dirigido por Panos Cosmatos. “Mandy” se trata de uma jornada psicoespiritual. O filme estreou no inicio desse ano no festival de Sundance e foi aclamado justamente pela a performasse de Cage. Saiba mais sobre o filme aqui

5) A Casa Que Jack Construiu

Uma coisa é certa sobre “A Casa Que Jack Construiu“: Lars von Trier não perdoa quem não está acostumado em assistir seus filmes. O mais novo filme do diretor dinamarquês resume bem o seu estilo. Se acharmos que já vimos crueldade em o “Anticristo“, estamos enganados. Em “A Casa Que Jack Construiu“, Lars von Trier superou seu nível de crueldade na cena do piquenique. Os quesitos técnicos da cena acabam se tornando esquecíveis quando nela tem o protagonista portando um rifle e atirando contra crianças. A cena é chocante, e como arte, o cinema também é feito para chocar. Leia nossa análise.

6) Em Chamas

Em Chamas”, de Lee Chang-dong, semelhante em alguns pontos com “Uma Mulher para Dois“. Dois jovens estão competindo pelo amor de uma mulher. Eles estão no campo, sentados no quintal passando um baseado e ouvindo Miles Davis ao pôr do sol, quando a mulher de repente tira a blusa e começa a dançar, de frente para os campos, para o sol e diante do céu mais profundo. É isso, não há nada mais poético do que isso. “Em Chamas” é poético do início ao fim. Leia nossa análise.

Marcus Barreto

Jornalista de bem com a vida, fã de esportes e cinema.

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