“Shazam!”, a comédia da DC Comics comandada por Zachary Levi

Uma criança brinca na sala de sua casa com brinquedos do Batman e Superman, até que repentinamente Shazam aparece em sua janela. Imediatamente ele larga tudo, e dali em diante fica claro que o longa-metragem dirigido por David F. Sandberg será a nova cara da DC Comics no cinema.

Shazam!” é conduzido por uma performance excelente de Zachary Levi que vive o personagem que dá nome ao filme. A entidade heróica é Billy Batson, interpretado por Asher Angel, que ganha seus poderes mitológicos através de um bruxo que ele encontra em uma dimensão alternativa, durante um passeio de metrô.

O mago, interpretado por Djimon Hounsou, é o último de sua espécie. Ele atua como o último “guardião” dos Sete Pecados Capitais, que aqui é um conjunto de monstros em CGI que estão ansiosos para causar estragos no mundo real. Sabendo que está chegando o seu fim, o mago passou décadas procurando por uma alma pura para dar continuidade ao seu trabalho, mas durante seu processo de busca ele cria um vilão. Ele decide escolher Billy Batson, quando não há mais tempo para encontrar alguém puro o suficiente para ser o guardião do poder do bruxo.

Apesar de ser falho em seu enredo, com a falta de desenvolvimento de algumas circunstâncias, como por exemplo a eterna busca de Billy, vemos em “Shazam!” um roteiro básico e fácil de ser entendido, onde não existe nenhuma complexidade. Tudo sobre a mitologia do herói é contada de forma didática graças as decisões do diretor e da dupla de roteiristas, Henry Gayden e Darren Lemke.

O sueco David F. Sandberg é conhecido pelos seus curtas-metragens de terror. Sua estreia como diretor de longa-metragens foi em 2016, onde adaptou “Lights Out“, baseado no seu curta homônimo de 2013. “Shazam!” obrigou o cineasta a sair da sua zona de conforto que era o horror – vale lembrar que ele também dirigiu “Annabelle 2: A Criação do Mal” -, e faz totalmente o caminho ao contrario para dirigir uma comédia ambientada no mundo dos super-heróis, além disso, fica evidente um leve melodrama familiar, algo que tem a ver com a busca do protagonista Billy citado no parágrafo acima.

Todo o tempo, Asher Angel e Levi mantêm a personalidade do personagem sólidas e equilibradas. Zachary Levi tem uma trabalho complicado, já que ele tem que interpretar Billy em um corpo diferente. Ambos os atores estão contracenando com Jack Dylan Grazer, que faz Freddy Freeman, o novo irmão adotivo de Billy, que sofre de uma deficiência física e é vidrado em personagens como Batman e Superman. 

 

A verdadeira diversão do filme é quando os personagens de Grazer e Levi começam explorar os poderes de Shazam. Para isso é utilizado o youtube que serve para viralizaras experiências feitas para descobrir todas as suas super habilidades.

O humor é quebrado no momento em que o vilão entra em ação. Thaddeus Silvana (Mark Strong), quando criança quase recebeu os poderes de Shazam, e passou a vida tentando voltar aquele momento. Strong está tão bem de vilão como Levi está para herói.

 

Apesar do humor ser uma das riquezas do filme, ele incomoda quando a maioria das vezes nada do quê estamos assistindo é levado a sério por conta do excesso de piadas. Ainda que projetos como “Aquaman” e “Mulher-Maravilha” tenham se tornado verdadeiros fenômenos culturais, não é segredo para ninguém que a Warner, junto da DC Comics tem arduamente tentado se reerguer após o fracasso de “Esquadrão Suicida”. E sim, o esforço valeu a pena. Nota-se, que “Shazam!” é uma resposta muito bem dada a este passado conturbado.

O excesso de humor pode ser contestado, mas  cai muito bem no momento que ele dá certo para o estúdio. Além desses filmes que fazem parte do universo criado no cinema, a Warner Bros vem com mais projetos da DC. Filmes com arcos fechados que não vão ser  uma comédia. Um exemplo disso é o filme que conta a origem do Coringa. Sendo bom, os fãs da editora de historias em quadrinhos estarão bem servidos e tranquilos ao verem as boas histórias sendo adaptadas. 

 

Mas o assunto aqui é o presente, não o futuro. “Shazam!” parece ser um filme dos anos 70 e 80 com esse enredo de ter um garoto de 14 anos se transformando em um super-herói (isso é meio Spielberg, não acha?). Graças a direção de David F. Sandberg e sua equipe, a DC Comics tem um filme divertido no qual o espectador pode sair feliz e satisfeito do cinema.

Marcus Barreto

Jornalista de bem com a vida, fã de esportes e cinema.

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