“Um Espião Animal” diverte seu público com simplicidade

Se fossemos descrever em uma frase o novo filme da Blue Sky Studios, “Um Espião Animal“, dirigido pela dupla estreante Troy Quane e Nick Bruno seria simples: Uma animação que conta a história do melhor espião do mundo que se transforma em pombo e que agora deve salvar o mundo como um pássaro. Simples, não é mesmo? Sinda mais para um estúdio que produziu uma franquia sólida como “A Era do Gelo“. Apesar da descrição rápida, esse novo projeto do estúdio possui suas virtudes e pode ser bem aproveitada pelo seu público-alvo.

O superespião Lance Sterling (Will Smith) e o cientista Walter Beckett (Tom Holland) são completamente opostos. Quando algo inusitado acontece, Walter e Lance precisam confiar um no outro de um jeito completamente diferente. Em sua próxima missão, Sterling precisará da assistência do jovem cientista, que desenvolveu uma maneira do espião se aproximar de seu alvo sem ser percebido, assumindo o corpo de um pombo. Como pássaro, Sterling pode falar e ainda possui todo o seu conhecimento e mais! Adquirindo todos os benefícios que um pombo tem, como voar e uma visão de 360 graus.

Um Espião Animal” inicia de forma bem básica, apresentando os dois personagens, Walter Beckett na infância como um garoto super inteligente criando dispositivos de defesa para sua mãe que é policial e Lance Sterling,  mandando a ver em uma missão no Japão. Depois disso, os créditos iniciais surgem emulando uma abertura icônica como se fosse qualquer outro filme da franquia 007. Algo que nos deixa bem esperançosos para os próximos minutos que estão por vim. 

Falando em James Bond, talvez Will Smith nunca terá a chance de interpretar esse papel, mas aqui ele desempenha sua melhor versão de Bond, ainda mais oferecendo suas características físicas a animação. Impossível olhar para Sterling e dizer que ele não se parece com o astro do cinema. Já Holland dá vida ao que seria um Peter Parker sem poderes de aranha e se focando apenas na ciência. Porém, tudo isso é ofuscado na versão dublada de “Um Espião Animal“.

Um dos pontos mais decepcionante do filme talvez seja a dublagem por parte do personagem principal, não por Lázaro Ramos desempenhar um mal trabalho, mas sim por estarmos acostumados com nomes de dubladores como Marcio Simões, Manolo Rey e Marco Ribeiro tomarem conta das vozes de alguns personagens feito por Will Smith. Porém, parece que Ramos está querendo entrar nesse ramo da dublagem, já que recentemente ele ficou encarregado de oferecer sua voz ao personagem-título de “O Grinch“, e óbvio, também houveram críticas do público como nesse longa-metragem.

Troy Quane e Nick Bruno oferecem uma direção genérica. “Um Espião Animal” caminha na mesmice de trazer um drama familiar vindo do passado, sinaliza que todo inteligente é esquisito e que o protagonista do longa é egoísta ao ponto de recusar trabalho em equipe. Porém, no decorrer da trama, o roteiro de Brad Copeland consegue reverter tudo isso. Sterling consegue criar uma química entre ele e Beckett e finalmente entrega ao cientista uma amizade verdadeira. Algo peculiar são as armas que Beckett desenvolve. Elas são eficazes, mas nada violentas. Isso soa bastante critico em tempos que armas de fogo são discutidas em relação a salvar vidas ou matar vidas.

A motivação do vilão,  Tristan McFord (com a voz de Ben Mendelsohn na versão original) não pode ser considerada como motivação, já que quando ele revela o motivo de todo o mal que está criando seja por conta de uma missão do passado que o protagonista  participou e resultou na perda dos parceiros de McFord. Não existe uma cena que concretize essa tal missão, ela fica apenas na citação, no entanto, a motivação do vilão não traz importância nenhuma, já que não sabemos bem o que aconteceu. Para o espectador, toda a maldade do antagonista se resume ao simples fato dele ser uma má pessoa.

Um Espião Animal” está bem longe de ser um animação marcante e que crie uma leva de fãs. Ela tem uma boa gama de piadas, boas cenas de ação e personagens carismáticos, mas dificilmente alguma criança trate o longa-metragem de Troy Quane e Nick Bruno como algo que marque sua infância. Sem dúvidas, os 102 minutos vão divertir os pequenos, mas após isso, eles já vão estar preparados para uma e qualquer próxima animação.


Netflix divulga o primeiro trailer de “O Rei”, dirigido por David Michôd

A Netflix divulgou hoje, 27, o primeiro trailer de “O Rei“, dirigido por David Michôd. Infelizmente o serviço de streaming não definiu uma data de lançamento para o longa.

Descontente com a realeza, o príncipe herdeiro Hal (Timothée Chalamet) decide viver entre os plebeus. Mas, com a morte de seu pai tirano e coroado Rei Henrique V da Inglaterra, ele é forçado a retornar para o mundo que havia deixado para trás. Agora, o jovem rei precisará lidar com as pressões políticas e o legado de guerra deixado por seu pai ao mesmo tempo em que enfrenta suas próprias questões emocionais, como a relação com seu amigo e mentor, o cavaleiro alcoólatra John Falstaff (Joel Edgerton).

O Roteiro do longa também pertence a Michôd, mas conta com a colaboração de Edgerton. “O Rei” é estrelado por Sean Harris, Ben Mendelsohn, Robert Pattinson e Lily-Rose Depp.

Vale lembrar que “O Rei” está programado para ter sua estréia mundial no Festival de Veneza em 2 de setembro.


Assista ao trailer!

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