Confira o trailer de “A Sombra do Pai”

A Sombra do Pai“, escrito e dirigido por Gabriela Amaral Almeida, acaba de ganhar seu primeiro trailer. O longa, que aborda a complexa inversão de papeis entre um pai e uma filha, chega ao circuito comercial dia 2 de maio, pelo projeto Caixa de Pandora e em outras cidades brasileiras.

O filme conta a história de Dalva, uma menina de nove anos às voltas com o silêncio do pai, o pedreiro Jorge, que fica mais triste após perder o melhor amigo em um acidente. A irmã de Jorge, Cristina, administrava a vida de pai e filha desde a morte da mãe da menina, há três anos. Quando Cristina deixa a casa do irmão para se casar, Jorge e Dalva precisam enfrentar a distância que os separa.  “A Sombra do Pai” conta com Júlio MachadoNina MedeirosLuciana Paes  e entre outros em seu elenco.

Aqui está a sinopse oficial: Quando uma criança é obrigada a virar o “adulto da casa” porque seu pai está doente e a sua mãe, morta, há uma inversão na ordem natural das coisas. A infância se transforma em saga. E a paternidade frustrada, em condenação.

A Sombra do Pai” é uma produção da Acere, em coprodução com a RT Features e tem distribuição no Brasil da Pandora Filmes. O longa estreia dia 2 de maio.


Assista ao trailer!

 

“A Sombra do Pai”, novo longa de Gabriela Amaral Almeida ganha data de estreia

A Sombra do Pai“, roteirizado e dirigido por Gabriela Amaral Almeida, chega aos cinemas brasileiro, em circuito comercial, dia 2 de maio. O longa teve estreia mundial no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde levou três prêmios, e foi selecionado para o Festival de Cinema de Tóquio de 2018.

O filme conta a história de Dalva, uma menina de nove anos às voltas com o silêncio do pai, o pedreiro Jorge, que fica mais triste após perder o melhor amigo em um acidente. A irmã de Jorge, Cristina, administrava a vida de pai e filha desde a morte da mãe da menina, há três anos. Quando Cristina deixa a casa do irmão para se casar, Jorge e Dalva precisam enfrentar a distância que os separa.

Aqui está a sinopse oficial: Quando uma criança é obrigada a virar o “adulto da casa” porque seu pai está doente e a sua mãe, morta, há uma inversão na ordem natural das coisas. A infância se transforma em saga. E a paternidade frustrada, em condenação.

A Sombra do Pai” conta com Júlio Machado, Nina Medeiros, Luciana Paes  e entre outros em seu elenco.

“Noite na Taverna” e “O Animal Cordial”

Depois, as aves do mar já baixavam para partilhar minha presa; e às minhas noites fastientas uma
sombra vinha reclamar sua ração de carne humana…
Lancei os restos ao mar…
Eu e a mulher do comandante passamos um dia, dois, sem comer nem beber…
Então ela propôs-me morrer comigo. — Eu disse-lhe que sim. Esse dia foi a última agonia do
amor que nos queimava: gastamo-lo em convulsões para sentir ainda o mel fresco da voluptuosidade
banhar-nos os lábios… Era o gozo febril que podem ter duas criaturas em delírio de morte.

Citação encontrada no envólucro poético “Noite na Taverna“, do ultrarromancista Álvares de Azevedo. Abro o texto dessa forma pois acredito ser uma interessante comparação narrativa. O romancismo, enquanto estilo literário, flerta de maneira constante com o terror. Não necessariamente no gênero como um todo, mas abraça o surrealismo e o torna quase jocoso, anedótico. Um certo escapismo para tornar as situações consideradas inumanas, válidas.

O “Animal Cordial“, filme de terror e suspense dirigido por Gabriela Amaral Almeida, fez sua estréia em salas de cinema durante o Festival de Cinema de Toronto, no Canadá, antes de vir para o Brasil. A cineasta, também criadora do argumento – junto de Luana Demange -, concluiu sua tese de mestrado com foco no gênero do terror e o credita como alegórico e temático à morte, rumando contrário no pensamento, valorizando a vida na verdade.

A história de O Animal Cordial apresenta o restaurante de Inácio (Murilo Benício), um dono egôcentrico, instável e punitivo. No único ambiente do filme, as outras personagens vão se apresentando. A devota e atenciosa garconete Sara (Luciana Paes), o decisivo e independente chefe de cozinha Djair (Irandhir Santos), os clientes remanescentes da noite; o aparente solitário Amadeu (Ernani Moraes), o casal burguês Bruno (Jiddu Pinheiro) e Verônica (Camila Morgad).

Há um conflito iminente já de imediato ao filme, partindo desde as relações entre patrão-funcionário quanto de cliente-funcionário. Tudo reluz em primeiro momento à Sara (enquanto desfavorecida socialmente) e Verônica (financeiramente bem-sucedida, com características blasé e esnobe), como também Djair (nordestino, LGBT e negro) e Inácio (soberbo, egoísta e preconceituoso). Cito essas dicotomias sociais nas personagens pois são essas mesmas que conduzem o véu cinza e conflitante de O Animal Cordial, enquanto impositivo real.

O surrealismo torna vivo e cru, como carne vermelha, a partir do momento que o restaurante é assaltado pela dupla Magno (Humberto Carrão) e Nuno (Ariclenes Barroso). Não somente pelo acontecimento climático, que exige uma reação imediata por parte da vítima, independente de qual seja. Mas pelas consequências dentro de um único ambiente. É o início da guia sangrenta, das cenas calaminosas e aviltantes, sendo base para uma incompreensão lógica.

Gabriela, em entrevista ao programa “O País do Cinema”, do Canal Brasil, diz que o terror não é somente um gênero pelo qual é apaixonada, mas um filtro em como perceber o mundo e suas transformações. Quando estava maturando a ideia de O Animal Cordial, Gabriela presenciava a série de manifestações violentas que aconteciam entre 2014 e 2015; contra alunos, professores, servidores de estado; enfim, pessoas repreendidas pelo direito de manifestar.

Essa violência impositiva, autoritária e inconsequente mede as ações das personagens após o evento conflitante. Para exemplificar o deslocamento social do lugar, funcionando como uma espécie de espaço fantasioso, os artifícios são desde os mais técnicos, como o uso de trilha sonora com sintetizadores e batidas eletrônicas em alta frequência, alusando ao giallo – movimento cinematográfico de terror e fantasia italiano – e o modo slasher, que constitui no modo de eliminação 1 por 1, além da violência gráfica explícita.

No entanto, o longa-metragem brasileiro ultrapassa suas próprias referências ao pontuar duas narrativas: fazer esse espelho em modo temático e irreal de uma sociedade brasileira cada vez mais instável e violenta, seja pelo descrédito à democracia ou pela sintomática discordância de ideias e transformar Sara como um vernáculo de toda essa manifestação e glorificação do absurdo. Que em dado momento, deixa de ser. Todos os acontecimentos, ao beirar o cúmulo, se tornam suscetíveis e compreensíveis.

Contexto, ambiente, espaço-tempo impactando no convívio, concretizando o que estava sendo premeditado. Sara é um espetáculo narrativo porque através dela, micro-histórias de sobrevivência insana estão sendo contadas, valorizando cada quadro, seja por sua estética azul e frívola, ou pela descrença do indivíduo enquanto ser passível de bondade. Animosidade é um componente presente no homem, mas repelido pela natureza social e de relações mantidas ao longo do tempo.

De uma situação quase-cotidiana em um restaurante na esquina de nossa cara para uma regressão cavernal. A carne reconfigura. Morre o tom analógico, metafórico para ascender o literalismo. A composição de O Animal Cordial, enquanto roteiro, montagem, personagens, é uma figura sarcástica, irônica. Ri do agradável, do acolhedor para saciar-se perante a loucura, mesmo sabendo que isso é só questão de uma noite ruim. O “cordial”, pronome do título do filme, é um sarcasmo próprio.

Como conta também Gabriela ao mesmo programa, “Sara é uma personagem que reúne as dificuldades da mulher existir socialmente. A falta da sensualidade, a falta da cordialidade, de ter uma determinada aparência”. Ela assume o protagonismo quando inicia o processo de rompimento das dificuldades, tornando-se necessariamente um fascínio consigo mesma. É de fato, o próprio animal cordial, ao derramar sangue para interromper o aprisionamento e a tortura antinatural.


“A Sombra do Pai”, novo filme de Gabriela Amaral Almeida ganha cartaz oficial

A Sombra do Pai“, novo filme da diretora Gabriela Amaral Almeida, tem seu cartaz oficial divulgado. O filme terá estreia no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acontecerá entre os dias 14 e 23 de setembro.

Feito pela designer portuguesa Ana Teresa Ascenção, o cartaz tem como centro o olhar enigmático da protagonista Dalva (interpretada pela atriz-mirim Nina Medeiros). O filme aborda as consequências da inversão de papéis entre um pai e uma filha, que enfrentam uma situação de exceção, através de uma narração realista, com toques de horror e fantasia, marcas registradas da diretora. Vale lembrar que Gabriela é encarregada por dirigir “O Animal Cordial“.

A Sombra do Pai” conta com Júlio Machado, Nina Medeiros e Luciana Paes em seu elenco principal. Aqui está a sinopse oficial do filme: Quando uma criança é obrigada a virar o “adulto da casa” porque seu pai está doente e a sua mãe, morta, há uma inversão na ordem natural das coisas. A infância se transforma em saga. E a paternidade frustrada, em condenação.

Você pode conferir line-up do Festival de Brasília aqui! 

Ainda sem data de estreia comercial, “A Sombra do Pai” é uma produção da Acere em coprodução com a RT Features.


Confira o cartaz!

“O Animal Cordial”: Terror nacional estreia essa semana nos cinemas

O Animal Cordial“, dirigido por Gabriela Amaral Almeida, estreia nesta quinta-feira, 9 de agosto em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Salvador, Fortaleza e Goiania.  Produzido por Rodrigo Teixeira, da RT Features, com coprodução do Canal Brasil e distribuição da California Filmes, o longa é o primeiro slasher movie (subgêneros do terror, caracterizados, dentre outras marcas, pelo uso de violência gráfica extrema) dirigido por uma mulher no Brasil.

A história se passa em uma única noite em um restaurante de classe média alta em São Paulo que é invadido, no fim do expediente, por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos e precisam lidar com a situação. O local torna-se palco dos mais diferentes embates: empregados x patrão; ricos x pobres; homens x mulheres; brancos x negros. Civilização e barbárie: os dois conceitos se alternam na claustrofobia de um espaço, que vai sendo desconstruído à medida que soluções “cordiais” se tornam impossíveis.

O filme tem no elenco Murilo Benício (Inácio), o dono pacato do estabelecimento, Luciana Paes (Sara), a fiel garçonete do restaurante, Ernani Moraes (Amadeu), Jiddu Pinheiro (Bruno) e Camila Morgado (Verônica) como os fregueses, e Irandhir Santos na pele do cozinheiro (Djair). Completam o elenco Humberto Carrão, Ariclenes Barroso, Thais Aguiar, Eduardo Gomes e Diego Avelino.

O Animal Cordial” teve sua estreia mundial no 21º Fantasia International Film Festival no Canadá, um dos mais tradicionais festivais dedicados a filmes fantástico, de horror, terror e demais subgêneros no mundo. Depois da estreia, seguiu para Sitges (Espanha), L’Etrange (França), Razor Reel Flanders Film Festival (Bélgica), dentre outros festivais que celebram o gênero do horror e do fantástico.

O longa deu a Murilo Benício o prêmio de Melhor Ator no Festival Internacional de Cinema do Rio, em 2017, e os prêmios de Melhor Atriz e Melhor diretora para Luciana Paes e Gabriela Amaral Almeida no FantasPoa 2018.

Vale lembrar que “O Animal Cordial” tem sua estreia nessa semana, quinta-feira, dia 09. Você pode assistir ao trailer do filme logo abaixo.


Online Shopping in BangladeshCheap Hotels in Bangladesh