“O Irlandês”: Martin Scorsese retorna ao gênero de gangster com Robert De Niro e Al Pacino

A Netflix divulgou hoje, 31, o tão aguardado trailer de “O Irlandês“, dirigido por Martin Scorsese. O filme é baseado no livro “I Heard You Paint Houses“, de Charles Brandt. Para o longa, Martin refaz parcerias com Robert De Niro e Joe Pesci. Além disso, a produção de gangster também conta com Al Pacino em seu elenco, que trabalha pela primeira vez com Scorsese.

O Irlandês” é sobre o crime organizado nos Estados Unidos pós-guerra. Contado através da perspectiva do veterano da Segunda Guerra Mundial Frank Sheeran, um assassino profissional que trabalhou ao lado de algumas das personalidades mais marcantes do século 20, o filme aborda um dos grandes mistérios da história americana – o desaparecimento do lendário líder sindical Jimmy Hoffa – e se transforma em uma jornada monumental pelos corredores do crime organizado: seus mecanismos, rivalidades e associações políticas.

Uma dos maiores elementos em torno do filme são os efeitos visuais que Scorsese usou para demarcar os atores. De Niro, por exemplo, está interpretando Frank Sheeran em várias idades diferentes, graças à tecnolofia VFX que ajuda o ator parece mais jovem.

O Irlandês” tem estreia mundial marcada para a noite de abertura do Festival de Cinema de Nova York. O filme é o segundo lançamento de Scorsese na Netflix do ano, após o documentário “Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story By Martin Scorsese“.

O Irlandês” é a esperança do Oscar da Netflix nesta temporada de premiações, juntamente com “Marriage Story“, de Noah Baumbach.


Assista ao Trailer!

 

“The Irishman”, de Martin Scorsese, não será exibido em Cannes

A Variety confirmou hoje, dia 18, que a Netflix irá ignorar pelo o segundo ano consecutivo o Festival de Cannes. A atitude significa que títulos como “The Irishman“, de Martin Scorsese, “The Laundromat“, de Steven Soderbergh, “The King“, de David Michod e “Uncut Gems“, dos irmãos Safdie não estreiam em Cannes. Possivelmente essas projeções terão suas estreias nos festivais que acontecem na segunda metade do ano. 

The Irishman“, de Scorsese, estrelado por Robert De Niro e Al Pacino, seria facilmente o título mais atraente nessa edição de Cannes, mas a Variety relata que o filme não estaria pronto para estrear em maio, mesmo que a Netflix resolvesse está presente no festival.

O diretor do evento, Thierry Fremaux, procurou Scorsese nos últimos meses para encontrar uma maneira de trazer “The Irishman” para Cannes, para que o festival pudesse evitar perder outro grande título, como perdeu “Roma“, de Alfonso Cuarón.

Scorsese tem uma história rica em Cannes, tendo ganho a Palma de Ouro por “Taxi Driver“. O diretor já exibiu material inacabado no evento – uma prévia de 20 minutos de “Gangues de Nova York“, exibido na edição de 2002.  Com o extenso trabalho de efeitos visuais que existe em “The Irishman“, significa que a aposta de estreia mais segura para o longa seria no Festival de Veneza, que acontece no final de agosto.

A rixa entre Netflix e Cannes começou em 2017, depois de dois títulos do serviço de streaming, “Okja” e “Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe“, chegaram a competir pela Palma de Ouro. A decisão ultrajou os expositores franceses, que não concordam com à estratégia de lançamento da Netflix. A janela de estreia de filmes na França são de três anos (o que significa que os filmes só podem ser transmitidos online três anos depois de estrear nos cinemas). A pressão dos expositores levou Cannes a introduzir uma regra para o festival de 2018, de que qualquer filme em competição teria que ter uma estreia francesa.

A Netflix atende a cinco milhões de assinantes na França e não tem interesse em atrasar filmes para atender a janela de estreia de três anos. A regra não proibiu a participação da Netflix no festival, mas veta qualquer filme da empresa a disputar na mostra competitiva. Nesse caso, a empresa de serviço de streaming decidiu retirar todas as suas projeções de Cannes como uma resposta à regra.

O Festival de Cannes de 2019 acontece entre os dias 14 e 25 de maio. “The Irishman“, de Martin Scorsese, estreia na Netflix em breve.

A fuga do Senhor dos Exércitos em “First Reformed”

A fé e as religiões presentes nos Estados Unidos possuem camadas e manifestações diversas. Historicamente, o país, desde a colonização dos ingleses até sua independência e por assim, contextualizando até hoje, é partido em diversas bases do cristianismo: igrejas batistas, adventistas e principalmente, os protestantes.

Em “First Reformed“, novo filme de Paul Schrader (roteirista de “Taxi Driver“, “Gigolô Americano” e “A Última Tentação de Cristo“), há uma apresentação bastante crível sobre o homem protestante e suas próprias ramificações; a devoção pela Igreja First Reformed e à comunidade, mas a abstinência da fé, da crença do homem santo.

No roteiro, Schrader colocou o padre Ernst Toller (referência ao dramaturgo expoente do expressionismo alemão na literatura), interpretado com a mesma devoção que o religioso possui por Ethan Hawke, dentro de um espiral moldado às quebras constantes de  noção de fé. Não que o filme tenha documentado um homem totalmente ciente das irregularidades. Ao contrário, o padre Toller é um homem irregular.

Vestido pela bata negra e ausente da vida fora dos dogmas e rotinas sacras, Ernst é solicitado por uma cidadã local, Mary (Amanda Seyfried) a ser ouvinte e aconselhar o marido, que recentemente saiu da prisão após participar de um protesto pacífico, que visava conscientizar as pessoas sobre poluição, aquecimento global e degradação do ambiente.

Essa interação inicia em Ernst uma implosão. De um homem que não era explícito, palpável; o remoer ao passado, expondo o arrependimento e o luto pelo filho morto na Guerra do Iraque, após o pai convencer  a cria a se alistar no exército, indo contra à mãe. Do filho, vinha o amargo de talvez ter colocado suas digitas na arma que disparou a bala fata. Da ex-esposa, a culpa, transformada em porte católico.

Pense no padre como uma espécie de guarnificação; uma fortaleza, um castelo. Em 1529, Martinho Lutero, o religioso responsável pela quebra do catolocismo, culminando na reforma protestante, escreveum hino chamado “Castelo Forte”. Em inglês “A Fortress is Our Mighty God”.

Nesse hino, possuidor de melodia rítmica, mais leve, distante da melodia isómetrica e matemática dos mantras católicos, Escrito originalmente em alemão, Lutero se baseou no Salmo 46:

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.
Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)
Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã.
Os gentios se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu.
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. (Selá.)
Vinde, contemplai as obras do Senhor; que desolações tem feito na terra!
Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo.
Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. (Selá.)”

A fortaleza de Toller começa a ruir. Primeiramente, pelas doenças iniciadas, consequências do abuso de álcool ao longo da vida. Depois, pela percepção da falha humanitária, que criava sua própria catástrofe, seu apocalipse. Ao lançar a pergunta “Será que Deus pode nos perdoar?”, ao almoçar com outro reverendo e com o dono da empresa que patrocina a querida First Reformed, Ernst se vê já sem seu Senhor dos Exércitos.

A figura central, analisada de maneira feroz e até mesmo cruel por parte do roteiro e até mesmo pelos pontos técnicos do filme, como a fotografia cinza e monocromática, irrompe. Parte em uma cruzada (as referências sacras são muitas aqui, perdão) não em busca de soluções que iriam melhorar a condição de vida do ser humano na Terra. Tardiamente, segundo si mesmo, concebeu a opinião de que nada mais adiantaria.

Era praticamente um homem descompromissado com a realidade e com os espíritos de fé. Talvez usar o nome da mãe de Deus para ser o contrapeso, na verdade, a tirada de peso das costas de Ernst, tenha sido só um complemento ocasional. Mas a casualidade não é uma característica nos argumentos de Schrader. Na verdade, há um significado para tudo, mesmo que soe pretensioso.

A principal cena entre os dois constrói visualmente um reforço da persona de Toller. Nas divagações, nas externalizações e fugas corporais, há um homem que busca de maneira solene a paz. Um refúgio, um mar calmo dentro de si. Mas ao cogitar o mar, a influência humana na sua mentalidade polui as águas; o plástico flutua, o petróleo enegrece, a fauna morre.

Em “A Última Tentação de Cristo”, mais outra parceria entre Martin Scorsese e Paul Schrader (direção e roteiro, em ordem), o texto do filme não buscava vingar uma figura e muito menos, colocar Jesus sobre uma aura distante do homem. Adaptado ao livro homônimo, do grego Níkos Kazantzákis, a obra era intimista, seguindo um tom de construir uma persona mais tangível, mais sensível.

Schrader trouxe à First Reformed essas mesmas características, pois quando o filme delega em seu roteiro as responsabilidades que o padre Ernst cria, não há uma dissecação que tornasse o personagem frio, obsoleto, desprovido. Hawke fez uma atuação que coube dentro dessa sequência de ações consequentes, compreensíveis.

A lógica do personagem é assegurada pelo argumento do filme. “First Reformed” não se propõe a criticar a religião e a hipocrisia dos homens que a comanda, regionalmente ou racionalmente. É na verdade uma contestação sobre como um ser humano, provido de fé, de conceitos de bondade e comunhão, pode ser desestabilizado por esses mesmos ideais.

É uma narrativa que mostra, em uma sequência de ações e de reações, o peso da fé sobre um homem que decide carregá-la até os seus últimos momentos de vida. A cena final, catártica e climática, assegura esse tom mais punitivo; é um sacrifício presente dentro de uma causa imaterial, mas não inumana.


Rodrigo Teixeira fecha parceria com Martin Scorsese para produzir filmes de diretoras estreantes

O produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, renovou a parceria com Martin Scorsese para produzir filmes das diretoras estreantes Danielle Lessovitz e Antoneta Alamat Kusijanovic. Teixeira já havia trabalhado com a produtora de Scorese, Sikelia Productions, em “Ciganos da Ciambra“.

Dirigido por Danille Lessovitz, “Port Authority” é uma romance ambientado em Nova York nos bailes da cultura kiki.  Já “Murina”, de Antoneta Alamat Kusijanovic, é uma história de amadurecimento ao longo de um fim de semana no Mar Adriático.

Outro projeto anunciado foi o longa-metragem “Bergman Island”, da diretora Mia Hansen-Løve. As filmagens estão confirmadas para começar em julho no Faro, na Suécia, e gira em torno de um casal de diretores que vão para um evento de celebração ao diretor Ingmar Bergman, em busca de inspiração para terminar de escrever seu novo filme. Já estão confirmados no elenco Greta Gerwig, John Turturro, Mia Wasikowska e Anders Danielsen Lie.

Para finalizar, em Cannes, durante o festival, foi anunciado parte do elenco do novo filme de Olivier Assayas, que encontra-se em pré produção.”Wasp Network” será estrelado por Pedro Pascal, e Edgar Ramírez. O Filme é uma parceria entre a RT Features e a CG Cinéma, baseado no livro de Fernando Morais, Os Últimos Soldados da Guerra Fria.

A RT Features é uma produtora nacional e internacional fundada por Rodrigo Teixeira. A empresa já realizou projetos como “Frances Ha“, “A Bruxa“, “Me Chame Pelo Seu Nome” e entre outros.

Oito perfis de cineastas que você deveria seguir no Instagram

Assim como eu e metade do planeta Terra, você provavelmente deve ter um conta no Instagram, certo? Bom, do mesmo modo que somos fissurados pela rede social, os famosos diretores de Hollywood também são! Alguns dos cineastas mais relevantes descobriram que a plataforma é uma ótima fonte para descarregar o excesso de estresse durante as filmagens dos seus longas. Pensando nisso, decidimos criar uma lista com os perfis mais interessantes para você seguir. Indo dos consagrados, Martin Scorsese e Barry Jenkins, aos correntes diretores em ascensão, como Anna Rose Holmer e Jordan Peele. Você pode encontrar os perfis citados clicando nos nomes dos diretores.


1 – Martin Scorsese

Vamos começar por ele, Scorsese. A filmografia do diretor é extensa, vai de “Silêncio“, seu último filme produzido, à “Táxi Driver“, de 1976. Martin já nos rendeu cenas inesquecíveis como a do Di Caprio drogado se rastejando em direção a um carro em “Lobo de Wall Street“. Em seu perfil ele nos oferece algo totalmente diferente do que vemos em suas projeções. Encontramos fotos e vídeos de seus cachorros, férias e entre outras coisas.

Mac Scorsese

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2 – Ana Lily Amirpour

Na conta da diretora Ana Lily, de “Garota Sombria Caminha Pela Noite” e “Amores Canibais“, você encontrará uma visão de sua vida corrida. Fotos de bastidores, férias com Jason Momoa e moda, especialmente agora que ela produziu um curta-metragem para a marca de roupas Kenzo (isso já foi assunto por aqui).

3 – Barry Jenkins

Jenkins não é dos mais ativos na rede, entretanto o perfil faz valer o seu follow! Indo de fotos como a do diretor acompanhando da premiada atriz francesa Isabelle Huppert, ao surpreendente achado de uma cópia pirata de seu filme “Moonlight” sendo vendido em Muna, no México. A menção dele na lista faz todo sentindo, por isso e outras coisas que você pode encontrá-lo por lá. Barry também está presente no twitter, onde faz breves comentários sobre filmes que anda assistindo.

 

4 – Rian Johnson

Em seu instagram Rian mostra-se como o cara mais boa praça do mundo. No período de entrevistas para o seu último filme, “Star Wars: Os Últimos Jedi“, ele tirou foto de todos os jornalistas que o entrevistaram. Além disso o cara fez o favor de postar ‘todas’ as fotos. No momento ele não está trabalhando, por conta disso sobra mais tempo para atualizar seu perfil.

We had an absolute blast at SXSW – thanks to everyone who came out for it!

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5 – Ava DuVernay

O momento ideal para ter seguido Ava teria sido algumas semanas antes do lançamento do seu próximo filme, “Uma Dobra No Tempo“. Na noite de estreia, a diretora postou várias fotos do seu look, inclusive uma selfie com o escritor Salman Rushdie. Ava vem desempenhando um trabalho importante, tanto nos cinemas como fora dele. Seu instagram mostra uma visão completa disso tudo.

6 – Anna Rose Holmer

Se você assistiu “The Fits“, então você já sabe que Anna Rose pode encontrar algo atrativo mesmo nos locais mais comuns. A jovem cineasta tem um instagram repleto de fotos impressionantes. A conta de Holmer é um ótimo lembrete de que vale a pena acompanhar (de perto) a carreira dela.

Good shapes #onthewaytothepremiere #rebekkayoonha

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7 – Jordan Peele

Peele é um dos caras mais queridos e consagrados no momento. Você pode tirar a conclusão conferindo sua linha do tempo no instagram. São fotos e mais fotos nos bastidores da última edição do Oscar. Além disso, “Corra!” ganhou cartazes não oficiais feitos pelos os fãs, Jordan agradeceu dá melhor forma possível, postando todos em seu perfil.

Incredible piece.

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8 – Alex Ross Perry

O diretor é conhecido por criar personagens rancorosos. Seu instagram pode negar que seus personagens podem ser considerados autobiográficos. Alex é um cineasta bem-humorado que ama seu gato, adora viajar o tanto quanto adora “Star Wars” e vez ou outra consegue encontrar companheiros de profissão, como Wes Anderson.

 

 

 

 

Joaquin Phoenix é cotado para ser o Coringa em filme de Todd Phillips

Joaquin Phoenix está próximo de ser o Coringa, seguindo os passos de Jack Nicholson, Heath Ledger e Jared Leto. A  revista Variety relata que Joaquin está apalavrado para assumir o papel do vilão no próximo filme de Todd Phillips (Se Beber Não Case). As negociações ainda não aconteceram, mas Todd diz à Variety que Phoenix é a melhor escolha para o trabalho. Fontes afirmam que o ator concordou com o papel.

O projeto se distância do universo que a DC vem construindo nos cinemas. O filme contará a trajetória do vilão evoluindo através do submundo criminoso até ele se tornar um rei da máfia. Isso até se assemelha a um filme de Martin Scorsese, que está cotado para produzir a projeção.

Leonardo DiCaprio era o favorito pela Warner Bros para assumir o papel, mas pelo o visto as negociações não foram boas. Já Jared Leto continua sendo o Coringa que faz parte do universo existente que todos conhecem.

Joaquin Phoenix já teve duas oportunidades para participar de filmes de super-herói. Ele negociou para interpretar Lex Luthor em “Batman v Superman” e por pouco não assumiu o papel do “Doutor Estranho”, mas ele acabou recusando ambos os filmes.

O ator tem um ano ocupado graças ao “You Were Never Really Here” que o consagrou como melhor ator em Cannes ano passado, e o “Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot” que esteve esse ano em Sundance e que se prepara para ser exibido no Berlinale.

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