A participação de Christoph Waltz em “The French Dispatch”, de Wes Anderson e o possível lançamento do longa no final de 2019

No meio de tanto sigilo da Marvel Studios e Lucasfilm para revelar alguma coisa sobre seus filmes, existe Wes Anderson, que está disposto a contar qualquer novidade sobre suas produções. Em entrevista ao canal francês ‘Charente Libre’, Anderson falou abertamente sobre filmar na França para o seu próximo filme, “The French Dispatch“. No papo, ele informou sobre o elenco e o enredo.

O motivo da entrevista ter acontecido se deu pelo retorno do cineasta à cidade de Angoulême, por consequência do seu novo projeto, “The French Dispatch“. Desta vez, ele trouxe atores que não tinham participados das filmagens do longa, como: Rupert Friend, Alex Lawther e talvez, o nome mais surpreendente seja o de Christoph Waltz.

O diretor também revela a premissa básica de seu mais recente filme, que segundo ele segue a vida de um jornalista americano que tenta lutar pelo que ele quer escrever. No entanto, Anderson diz que não é uma liberdade de imprensa, mas inclui um pouco de comentário social, pois é inevitável quando se trata de cobrir esse tipo de história.

Wes Anderson também revelou que “The French Dispatch” pode ter sua estreia ainda no final de 2019. Seria um belo presente de Natal para os fãs do diretor.

Novo filme de Wes Anderson, “The French Dispatch” está sendo filmado na França

Depois do sucesso de “Ilha de Cachorros“, que tem tudo para receber uma indicação ao Oscar, o próximo filme de Wes Anderson, “The French Dispatch” começou a ser rodado na França. Segundo relatos anteriores, o decimo filme do diretor seria um musical, mas fontes próximas ao cineasta descreveu  ao Indie Wire como “uma carta de amor a jornalistas de um jornal americano em Paris no século XX, e foca em três linhas narrativas”.

Como em todos os filmes de Anderson, o filme apresenta em seu elenco um conjunto renomado como Bill Murray, Frances McDormand, Tilda Swinton e além dos recém escalados Benicio del Toro, Jeffrey Wright e Timothée Chalamet.

The French Dispatch” é roteirizado pelo o próprio Wes Anderson, é provável que o filme tenha estreia no Festival de Cannes e acabe sendo distribuído pela Fox Searchlight.

Wes Anderson e seus cães danados em “Ilha dos Cachorros”

Não que o termo fábula, supracitado no texto, coloque em cheque a empatia social que “Ilha dos Cachorros” possui. De fato, é uma contradição. O uso da palavra aqui percorre na verdade uma junção de dois fatores importantes na filmografia de Wes Anderson. A criatividade narrativa – por meio de roteiro e estética -, para contar uma estória simples. Contudo, a cativação é sempre um catalisador de seus filmes.

Em “Ilha dos Cachorros“, a narrativa reproduz um cenário de empatia, possuindo amarrações de cunhos sociais e realísticos, porém ainda distantes de uma complexidade. O feito do cineasta é colocar esses tópicos sob um ponto de vista subjetivo, mas sem permitir que uma imparcialidade quebre a interpretação.

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Um governo autoritário proto-fascista comanda a cidade de Megasaki. É instaurado, através da mídia e da propaganda estatal, um pânico social por conta de uma suposta epidemia causada pelos cachorros. Segundo o Prefeito Kobayashi, os animais geram um catálogo de doenças à população e, seguindo conselhos do Ministério das Ciências, resolve isolar os cães em um depósito de lixo afastado da cidade.

Essa reação imediata impõe um debate sobre o populismo e a falta de empatia, mas principalmente, desacredita o poder da ciência em sua função de estudo e cura. Por isso, a ação também tem sua reação negativa, comandada por um grupo anárquico científico-político. Essa conjectura política, por mais que tenha sua intenção, é acertadamente não instigada a todo momento. Isso porquê o roteiro se cumpre quando apresenta seus personagens principais: Rex (Edward Norton), Duke (Jeff Goldblum), Boss (Bill Murray), King (Bob Balaban), um grupo de cães residentes há muito tempo na ilha, liderados por Chefe (Bryan Cranston). Sua rotina de revirarem todo lixo que chega à ilha é alterada quanto aterrisa um pequeno avião, pilotado pelo garoto de 12 anos Atari (Koyu Rankin).

Atari é sobrinho do Prefeito Kobayashi e teve seu cão-guarda e parceiro Spots (Liev Schreiber) mandado à ilha como um dos primeiros, independente de sua posição dentro da sociedade, mesmo que as diferenças entre os de pedigree e os vira-latas estejam mais implícitas do que propriamente investigadas. Porém, reitero que o fato do roteiro não aprofundar esse cenário social a todo momento é um acerto, já que o cerne narrativo do longa-metragem foca muito bem na relação e criação de empatia entre o menino Atari e os cães.

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E por falar neles, o trabalho dos atores em cada um de seus personagens impressiona. Não só o design de som e a dublagem, até porque os fatores técnicos do filme são praticamente impecáveis. Impecáveis na questão original e também em suas referências, que vai desde animações do Studio Ghibili quanto às vestimentas sociais dos filmes de Akira Kurosawa, principalmente “Cão Danado“, de 1949.

Nesse thriller policial, Kurosawa remonta uma estética neo-realista, onde situa o país a beira de um cataclisma social pós-guerra, apresentando de maneira crua um cenário de desigualdade social e de políticas austeras. Kurosawa, famoso por sua liberdade poética em filmes de época, conseguia também indicar uma análise contemporânea. Era definitivamente, um homem diacrônico: de seu próprio tempo e além.

Em “Ilha dos Cachorros“, essa roupagem contemporânea se mescla com a fantasia. Não só pela amarração narrativa, mas também pela consciência na atuação do filme. Cada um dos animais possui suas características e cada uma delas é representada. Enquanto, por exemplo, Spots e Rex são mimados, Chefe, por ser vira-lata, é mais independente e distante de sentimentos, justamente por não ter sido bem tratado quando morava na cidade. E é sobre Chefe, e sua evolução “humana” e o argumento dessa sensação, que “Ilha dos Cachorros” vai promovendo momentos-chave com clareza e coerência.

A passagem de guarda, a procura pelo cachorro perdido ao som da trilha sonora de Alexander Desplat, o transplante humano de rim mais bem representado, em senso estético e anatômico; são cenas que concretizam fatos já antes expostos na filmografia de Wes Anderson: a criação de uma beleza gerada através de situações, no mínimo, irônicas. Há um humor muito leve em “Ilha dos Cachorros“, que permite que o filme se organize orgânicamente e não se perca ao mudar o tom.

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Wes Anderson, em entrevista após ganhar o Urso de Ouro de Melhor Direção no festival de Berlim em 2018, disse que tinha a ideia em mente há cinco anos, aproveitando o tempo para ir montando seu esqueleto de referências a cultura ocidental, seja a mais pop e massificada ou a mais engessada.

Sua função em “Ilha dos Cachorros” foi apresentar um conto doce, simples, longe de sofisticações e sacadas óbvias. Além de utilizar a história, sua localização em espaço-tempo, para homenagear uma cultura disseminada, às vezes, de maneira estereotipada. Anderson foi alvo de críticas por isso, inclusive, vindas de Will Toledo, vocalista da banda de indie rock/emo americana Car Seat Headrest. Não posso dizer se ele está correto. As únicas afirmações a serem adquiridas, ficam por conta da imagem que Wes possui de sua bagagem e banco de referências.

Cinema em São Francisco prepara sessão para cinéfilos assistirem “Ilha de Cachorros” acompanhados de seus cães

Os fãs de cinema que moram em São Francisco terão mais um motivo pra se animarem com “Ilha de Cachorros”, dirigido por Wes Anderson. Eles vão poder entrar na sessão acompanhados de seus cachorros.

O Roxie Theatre anunciou que está preparando uma sessão especial que é intitulada como “Bring Your Own Dog” (traga seu próprio cão) especialmente para esse filme. A sessão acontece na segunda-feira, 19 de março, às 19h.

Mas nem tudo é diversão, existem algumas regras para tudo funcione de maneira positiva. Na nota oficial do cinema estão as seguintes recomendações: “Cães e donos terão que ter ingresso para participar. Não é preciso ter ou levar um cachorro para assistir ao filme. Os proprietários são responsáveis pelo o comportamento de seu cão. Cachorros excessivamente agressivos ou incontroláveis serão convidados a sair”.

Ilha de Cachorros” é o segundo filme de stop-motion de Anderson após “O Fantástico Sr. Raposo“. O elenco de voz inclui Bryan Cranston, Edward Norton, Greta Gerwig e Tilda Swinton. O filme estreou no Festival de Cinema de Berlim no mês passado.

Já imaginou se algum cinema por aqui copia essa ideia? E você, levaria seu cãozinho? “Ilha de Cachorros” chega aos cinemas brasileiros em 14 de junho.

Trailer: Ilha de Cachorros marca retorno de Wes Anderson em direção

A pouco menos de um mês Wes Anderson estará regressando as grandes telas. O retorno do diretor será por “Ilha de Cachorros“. Nessa terça a Fox Searchlight divulgou o trailer oficial do filme. Passando dos 90 segundos de duração, o trailer mostra tudo que desejamos ver em um filme do diretor.

No longa vemos a história de Atari Kobayashi, que teve seu cão exilado junto com os outros cachorros para uma ilha cercada de lixo por ordem do prefeito depois que uma epidemia atingiu os animais. O garoto de 12 anos se aventura em pilotar um jato para salvar seu amigo e os outros cães.

Ilha de Cachorros” é a segunda animação stop-motion de Anderson após “O Fantástico Sr. Raposo“. Anderson reuniu um elenco estrelado contando com: Bryan Cranston, Greta Gerwig, Edward Norton, Scarlett Johansson e muito mais. O filme abrirá o Festival de Cinema de Berlim este mês antes de chegar aos cinemas, 14 de junho no Brasil.

Assista:

Confira a lista completa de filmes na competição do Berlinale

O Berlinale volta a ser pauta. A tradicional mostra de cinema anunciou nessa segunda-feira (15) a lista dos filmes que irão competir pelo Urso de Ouro.

O Brasil será representado por “Las Herdeiras”. O filme dirigido pelo o paraguaio Marcelo Martinessi, tem investimento brasileiro e coprodução com Paraguai, Alemanha, Uruguai, Noruega e França.

O roteiro retrata a história de uma mulher de 60 anos que vive de herança, porém acredita que a fortuna não é suficiente para ela. O longa é ambientado em 2012.

Além desse longa, outros três filmes brasileiros também fazem parte do Berlinale, nesse caso na mostra Panorama. São eles: “Aeroporto Central“, de Karim Aïnouz,Ex-Pajé“, de Luiz Bolognesi, e “Bixa Travesty“, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman.

Vale lembrar que já falamos sobre “Ilha de Cachorros”, do cineasta Wes Anderson. Primeira animação na história a abrir o Berlinale. A 68º edição do festival ocorre durante o mês de fevereiro, entre os dias 15 e 25.

Confira a lista completa de filmes na competição do Berlinale

3 Days in Quiberon“, de Emily Atef (Alemanha, Áustria, França)

Black 47“, de Lance Daly (Irlanda, Luxzembrugo)

Damsel“, de David e Nathan Zellner (EUA)

Eldorado“, de Markus Imhoof (Suíça, Alemanha)

Las Herederas“, de Marcelo Martinesse (Paraguai, Alemanha, Uruguai, Noruega, França, Brasil)

Pig“, de Mani Haghighi (Irã)

La Prière“, de Cédric Kahn (França)

The Real Estate“, de Måns Månsson (Suécia/ Reino Unido)

Touch Me Not“, de Adina Pintilie (Romênia, Alemanha, República Tcheca, Bulgária, França)

Transit“, de Christian Petzold (Alemanha, França)

Don’t Worry, He Won’t Get Far on Foot“, de Gus Van Sant (EUA)

Dovlatov“, de Alexey German Jr. (Rússia, Polônia, Sérvia)

Eva“, de Benoît Jacquot (França)

Figlia mia“, de Laura Bispuri (Itália, Alemanha, Suíça)

In den Gängen“, de Thomas Stuber (Alemanha)

Mein Bruder heißt Robert und ist ein Idiot“, de Philip Gröning (Alemanha)

Mug“, de Małgorzata Szumowska (Polônia)

Berlinale: Isle of Dogs, de Wes Anderson será a primeira animação na história a abrir o Festival de Berlim

Após falarmos das surpresas do Festival de Sundance, outro festival que se prepara para sua 68º edição é o Berlinale. Sem ter divulgado o lineup oficial, nessa segunda-feira (04), o Festival de Berlim divulgou o filme que irá abrir o festival. O escolhido foi “Isle of Dogs“, dirigido por Wes Anderson.

Crédito: Twentieth Century Fox

Essa será a quarta vez em que Anderson tem um filme apresentado no festival, os outros três foram: Os Excêntricos Tenenbaums (2002), A Vida Marinha com Steve Zissou (2005) e O Grande Hotel Budapeste (2014), no qual foi o vencedor do Urso de Prata.

Isle of Dogs” será a primeira animação na história a abrir o Berlinale. O filme conta a história de Atari Kobayashi, que teve seu cão exilado junto com outros cachorros para uma ilha cercada de lixo com ordem do prefeito. O garoto de 12 anos se arrisca em roubar um jato para salvar seu fiel amigo e os outros cães.

A exibição do filme será dia 15 de fevereiro de 2018. Confira o trailer:

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