“X-Men: Fênix Negra” e o fim de uma era

A franquia X-Men pode ser considerada a pioneira para que a epidemia de filmes baseados em quadrinhos de heróis se tornasse algo sustentável. Porém,  se tem um universo cinematográfico que sofreu em termos de qualidades, foi o dos mutantes. “X-Men: Fênix Negra“, uma saga conhecida e importante mundialmente ganha sua segunda adaptação no cinema, dessa vez dirigida pelo o estreante Simon Kinberg. De imediato, posso dizer que o filme é uma surpresa, mas vamos por partes.

A principio, sem nenhuma novidade, esse é o arco que conta a evolução de Jean Grey (Sophie Turner) no momento em que ela passa a obter poderes além dos que ela já tem, o tornando uma vilã. O filme começa no instante em que Jean, ainda criança, sofre uma perda dolorosa por motivos de não saber controlar seu poderes, logo em seguida ela encontra o professor Xavier (James McAvoy) convidando-a para se integrar a escola de mutantes. 

A projeção passa por um salto no tempo e nos deparamos com a equipe formada por Ciclope (Tye Sheridan), Tempestade (Alexandra Shipp), Mística (Jennifer Lawrence), Fera (Nicholas Hoult), Mercúrio (Evan Peters), Noturno (Kodi Smit-McPhee) e lógico, Jean Grey. Eles se preparam para uma missão de resgate no espaço, e por algumas complicações, Jean acaba sendo atingida por uma força que a transforma em uma mutante forte e incontrolável.

X-Men: Fênix Negra” marca o fim de uma era para os mutantes no cinema. Apesar de sabermos que esses personagens tiveram uma trajetória para chegar até esse filme, não existe nenhum tipo de consequência pesada com outros projetos da franquia. A dedução que temos é a de que finalmente – até um certo ponto – os mutantes vivem em paz e são aceitos dentro uma sociedade na qual não eram bem-vindos. 

Por ser o fim, Kinberg tem que resolver questões de alguns personagens. Um deles é a Mística, que durante todo o desenvolvimento da franquia ela era jugada pelo excesso de protagonismo que teve durante os filmes. O protagonismo é entendível pela personagem ser feita por Jeniffer Lawrence. Em “X-Men: Fênix Negra” não existe isso, sua participação é contida, porém, serve como deleite para as mulheres em termos de representatividade no momento que Mística sugere a mudança  do nome da equipe  para X-Woman.

O longa segue o caminho de “Capitã Marvel” e “Vingadores: Ultimato“. Ambos deram destaques para as mulheres, porém aqui existe uma diferença. No embate de qualquer filme estamos acostumados em ver homem contra homem ou homem contra mulher, mas aqui vemos mulher contra mulher. Apesar da Fênix Negra enfrentar os homens que fazem parte da equipe dos X-Men, um dos principais confrontos envolve duas mulheres. Uma delas é Lilandra Neramani, majestrix do império Shi’ar, vivida por Jessica Chastain, que se encontra mais imponente do que nunca.

O roteiro, escrito pelo o próprio Kinberg, que é conhecido por roteirizar uma enxurrada de filmes do gênero, não é algo magnifico. Ele acerta ao introduzir Magneto (Michael Fassbender) de forma orgânica, porém Grey é tão poderosa que não sabe o que fazer com os poderes, se ela é do bem ou se torna do mal de uma vez. A indecisão da personagem é o ponto negativo do filme. Inclusive, a maneira de ser influenciada facilmente a torna desinteressante.

A trilha sonora de Hans Zimmer dita o ritmo do filme, principalmente nas cenas de ação. No qual, há uma muito boa que acontece dentro de um trem. É uma cena que reúne todos os X-Men e mescla muito bem o momento de cada um na cena durante um confronto. 

Se pensarmos em “X-Men: Fênix Negra” como um filme de um arco fechado, ele funciona bem, até para quem não acompanhou os últimos filmes da franquia. Já como um todo, o filme dirigido por Simon Kinberg é mais do mesmo como os outros que antecedem esse. O diretor até acende uma chama no coração do fã dos mutantes com alguns momentos que podemos ver que ele tirou das animações, mas se tratando dos X-Men no cinema, é uma franquia bastante desgastada que definitivamente vai tomar um novo rumo nas mãos da Disney. 

Marcus Barreto

Jornalista de bem com a vida, fã de esportes e cinema.

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